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Entre os recursos utilizados no combate ao mosquito Aedes aegypit está a pulverização, que é realizada no intuito de controlar a circulação viral, evitando que algum paciente em viremia seja picado e, que este mosquito, não pique outra pessoa.
A pulverização só é realizada por conta de uma notificação oficial, pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), através da Unidade de Epidemiologia da Diretoria de Vigilância em Saúde, seja de caso suspeito ou de confirmado.
"A pulverização é feita quando um paciente é notificado, oficialmente, como suspeito ou confirmado com dengue, chikungunya ou zika, e para evitar que, caso alguma fêmea do mosquito Aedes tenha picado essa pessoa, e esta mesma fêmea pique outra pessoa, iniciando, assim, a circulação viral. O bloqueio tenta quebrar este ciclo", comenta o médico veterinário Jean Pierre Maillard, da Vigilância em Saúde de Canoas.
Desde o início de 2016, foram realizadas 32 pulverizações até o dia de hoje, e em 2015 foram 71.
Nas pulverizações, é utilizado um inseticida piretróide (composto químico sintético, similar às substâncias naturais piretrinas, produzidas pelas flores do "filo" Pyrethrum), fornecido pelo Ministério da Saúde e aprovado pela Organização Mundial da Saúde. Esse produto é adulticida, ou seja, só combate o mosquito adulto, não agindo sobre as larvas ou pupas. O efeito é de contato, o produto mata o mosquito, principalmente por contato e não por poder residual (muito pouco).
Procedimento
É traçado um raio de 150 metros, a partir de residência do paciente, e esse trabalho é executado com pulverizador motorizado costal. Quando permitido, é realizada a pulverização dentro do pátio do paciente e casas adjacentes. Nas demais, o pulverizador percorre as calçadas, direcionando o jato para dentro das residências. O raio de 150 metros é a média que a fêmea do mosquito percorre atrás de alimento e depósitos para ovopostura.
Entrevista com o Médico Veterinário e responsável técnico pelo setor de endemias da SMS, Jean Pierre (aqui)
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