Carregando! Por favor aguarde...
O trabalho de combate ao mosquito Aedes aegypti na cidade ganhou mais um esforço nesta semana, no bairro Rio Branco, com a realização de um mutirão comunitário. A ação foi desencadeada a partir do início da tarde desta quarta-feira (16) e contou com a participação de lideranças de cinco associações de moradores daquele bairro.
As equipes se concentraram, a partir das 14h, na Associação dos Moradores do Parque São Jorge. Desse ponto, sob a coordenação de gestores das secretarias municipais de Saúde (SMS) e de Relações Comunitárias (SMRI), o grupo foi distribuído pelas ruas Veranópolis e Ulisses Guimarães e suas travessas, dentro de um raio de 300m, tendo como ponto de referência a residência onde foi identificado o primeiro caso autóctone (contraído na cidade).
Trabalho integrado
De um carro de som, um dos gestores da SMRI fazia o alerta aos moradores sobre a necessidade da prevenção e a importância de facilitar a ação dos agentes. Em duplas ou em trios, esses agentes ingressavam nas residências, orientando os moradores sobre os procedimentos de eliminação dos focos do mosquito.
"O objetivo é a eliminação de focos e orientação", explica médico veterinário Jean Pierre Maillard, da Vigilância em Saúde, que gerenciou a operação dos agentes.
Integraram a operação, 29 agentes - 13 agentes de endemia, e 10 agentes comunitários de saúde da UBS Boa Saúde e outros seis da UBS Rio Branco. Também participaram os presidentes das associações de moradores do Parque São Jorge, do Conjunto Habitacional Bandeirantes, dos loteamentos Eucalipto Velho e São Luis e do Bairro Rio Branco. No total, 102 residências foram vistoriadas.
"Desde que foi divulgado o aumento das notificações no bairro, as pessoas se tornaram mais receptivas, ainda que existam algumas recusas", conta a agente comunitária de saúde Maria Madalena Medeiros. No bairro, também têm sido realizadas pulverizações, como parte do trabalho de combate aos focos do mosquito.
Conscientização
O mutirão vinha sendo preparado naquele bairro desde o sábado (12), por equipes da SMRI e da SMS. A partir das orientações realizadas, as lideranças locais explicam que têm realizado trabalho de informação dos moradores. "A gente aconselha o pessoal a não manter água parada e fechar as garrafas com tampa", conta o presidente da Associação dos Moradores do Parque São Jorge, Ernani Nestor Nylandi.
Comerciantes do bairro também se integram a essa ação integrada.
"Um dos nossos vizinhos estava uma caixa d' água quebrada, desde o último temporal. Não conseguia avisá-lo, daí, coloquei um bilhete em sua caixa de correspondência. No outro dia ele resolveu o problema", conta o comerciante Adão Dinarte Bitencourt, da rua Ulisses Guimarães.
Também apoiaram a atividade, delegados e conselheiros do Orçamento Participativo de Canoas e conselheiros locais de saúde. "Temos realizado interlocuções para o apoio dessas lideranças. O objetivo é que estendamos essa iniciativa a outros bairros", explica o diretor de Relações Comunitárias da SMRI, Alexandre Brito Hernandez.
Veja mais:
Todos contra o Aedes: união da comunidade gera solução criativa
Serviço de Atendimento ao Cidadão: 0800-5101234