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A Secretaria Municipal da Saúde (SMS), interditou, nesta segunda-feira (6) uma Instituição de Longa Permanência para Idosos, do bairro Fátima, por falta de condições de funcionamento e maus-tratos. A equipe da Vigilância Sanitária e as duas assistentes sociais da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (SMDS) constataram que o local estava com lotação além da capacidade, sem alvará do Corpo de Bombeiros, além da estrutura precária e condições de higiene inapropriadas. O proprietário também não apresentou a documentação do responsável técnico.
Pedindo para não ser identificado, um dos moradores declarou que o local é o pior em que já esteve. “Meu irmão mais novo me colocou aqui, porque é mais barato. Mas esse lugar é horrível”, disse, relatando que não tem onde guardar suas roupas e nem o que fazer para se distrair.
Com a interdição, os idosos foram retirados do local por familiares contatados pelas assistentes sociais. Os que não tinham para onde ir eram remanejados para outras instituições.
Monitoramento
A diretora de Vigilância Sanitária, Sussi Antunes Cardoso, destaca que a instituição vem sendo monitorada desde 2009, e o proprietário foi orientado em diversas oportunidades sobre todos os processos para adequação ao funcionamento. “Esgotaram-se todos os prazos e a estrutura não recebeu melhorias. Está pior”. O forro de uma área aberta, na frente da construção, que teve danos nos últimos temporais, está apoiado por um pedaço de madeira e pode cair a qualquer instante, colocando a segurança dos moradores e dos trabalhadores em risco.
Precariedade
Com pouco espaço para circulação, os residentes também não contam com refeitório. Há apenas uma mesa pequena que não acomoda a todos. As assistentes sociais e os fiscais da SMS também ouviram relatos de que a alimentação, precária, é servida nos quartos e os idosos comem com os pratos no colo. “Dos 13 residentes, dois deles, de acordo com o médico Paulo Zubaran, que compõe e equipe da Vigilância Sanitária, oito apresentam desnutrição proteico-calórica”. Ele menciona que três deles, com menos de 60 anos, não poderiam ter sido aceitos na instituição. “Também encontramos irregularidade na documentação dos pacientes. Os prontuários não mostram evolução médica.”
O proprietário só poderá reabrir as portas após todas as alterações solicitadas. O interdito tem validade por 90 dias e poderá ser renovado por mais 90 dias. Depois deste prazo, nova vistoria técnica será realizada.
Serviço de Atendimento ao Cidadão: 0800-5101234