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Nesta terça-feira, a Coordenadoria Municipal de Políticas para Igualdade Racial - Copir em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde realizou o 1º Seminário de Saúde da População Negra. A iniciativa reuniu especialistas da área para abordar a importância das formas de prevenção das Doenças Sexualmente Transmissíveis - DST e Aids, bem como orientações quanto ao diagnóstico e o tratamento correto de males como anemia falciforme, hipertensão e diabetes. O seminário apresentou ainda os temas Violência Contra a Mulher e Saúde da Mulher/Mortalidade Materna.
Durante sua palestra, o doutor João Ricardo Friedrisch lembrou que, no início, os afro descendentes foram os mais atingidos pela anemia falciforme. "O gene da doença se difundia mais na população negra. Hoje, há um caso a cada 2.500 nascimentos da população em geral", explicou. De acordo com Friedrisch, a doença pode ser detectada logo após o nascimento da criança com a realização do teste do pezinho.
O especialista destacou a importância de ações como o Seminário para a orientação correta da sociedade. "O ponto de partida é a educação e o esclarecimento tanto dos médicos quanto da população. A anemia falciforme, por exemplo, se detectada precocemente é possível controlar sua evolução", observou.
A psicóloga do Serviço de DST/HIV/Aids do município, Izete G. Tentardini, ressaltou os riscos de exposição a estas doenças, as formas de prevenção e os tratamentos disponíveis atualmente. Ela destacou ainda os obstáculos enfrentados pelos portadores do vírus HIV. "Hoje, temos tratamento, medicação e todo o acompanhamento psicológico para estes pacientes. A nossa maior luta é contra o preconceito. Ninguém deixa de ser o que é por possuir a doença", ressaltou.
A delegada Kátia Reinheimer, da Delegacia da Mulher de Canoas detalhou as diversas formas de violência cometidas contra a mulher e o amparo disponibilizado pelo órgão. Lesão corporal, estupro, abandono material, quando o homem não reconhece a paternidade, obrigando a mulher a entrar com uma ação de investigação para poder receber pensão alimentícia, são apenas alguns exemplos. Mas, conforme Kátia, nem toda violência deixa marca física. É o caso das ofensas verbais e morais, humilhações e abandono. Na ocasião, houve também a explanação das enfermeiras Cíntia Strim e Vivian R. C. Alliati sobre A Saúde da Mulher e Mortalidade Materna.
Atenta as explicações, a dona de casa Rosane Oliveira, 36 anos, considerou a iniciativa esclarecedora. "A gente nunca sabe o suficiente. Sempre é bom buscarmos mais informações. Achei muito válido", afirmou.
A coordenadora da Copir, Maria Aparecida Mendes, ressaltou que a intenção é a de que seja constituído um comitê técnico para abordar as questões relativas à saúde de todas as etnias. "Assim, teremos dados específicos de cada povo. Também daremos um maior respaldo aos profissionais da área da saúde e eles, por sua vez, a população", concluiu.
Serviço de Atendimento ao Cidadão: 0800-5101234