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Eles são pequenos pacientes em tratamento por doenças complexas. Muitos deles mal sabem pelo o quê tomam tantos medicamentos por dia. Mas a tarde desta quinta-feira, 15, foi bem longe do consultório do Serviço de Atendimento Especializado DST/AIDS e outras endemias. No Centro Olímpico Municipal, no bairro Igara, as crianças atendidas no serviço sairam do consultório médico e trocaram receituários por brinquedos infláveis e lanches saborosos. A festa foi idealizada por funcionários do SAE, que deram uma mãozinha ao Papai Noel e compraram presentes para os pequenos, além de outros voluntários que participaram do evento que reuniu cerca de 20 crianças. Um deles foi o empresário Siron Almeida Oliveira, que junto com a sócia Soraia Hutten, cedeu para as brincadeiras a piscina de bolinhas, o pula pula e a rampa. Além disso, ambos trouxeram algodão doce para a criançada. "Se cada um fizer a sua parte, teremos uma realidade muito mais leve e feliz", ressaltou.
De acordo com a médica pediatra do SAE, Andréa Leal, as crianças que participaram da festa são tratadas por diversas patologias, como toxoplasmose, hepatite, tuberculose e o próprio vírus HIV. Para ela, a festa fora do consultório é extremamente benéfica para os pequenos. "Eles se divertem com outras crianças que enfrentam desafios semelhantes. Além disso, é muito bom sair do papel de médica e assumir o de monitora de uma festa tão especial", disse ela. A dona de casa Maria*, de 40 anos, levou a filha de 1 ano e seis meses para brincar na piscina de bolinhas. Tanto ela como a menina têm o vírus HIV. "Gostei muito dessa festinha, ela está se divertindo muito e isso é o mais importante pra mim". O tratamento é seguido à risca pela mãe, que não tirou os olhos da filha e aproveitou para interagir com outras pacientes. "É interessante conviver com mães que tenham a mesma luta que eu".
Sobre o tratamento para evitar a transmissão vertical
O caso da dona de casa Maria*, que acabou transmitindo o vírus para a filha durante a gestação, pode ser evitado durante o pré-natal. A pediatra Andréa explica que o teste para detectar o HIV é feito logo no início da gravidez. Após o 4º mês de gestação, a mãe passa a tomar os medicamentos para o tratamento que irá imunizar o bebê. Logo que a criança nasce, recebe uma medicação via oral por seis semanas. "Em praticamente 100% dos casos, a criança não desenvolve o vírus", ressalta.
*O nome da paciente foi trocado para preservar sua identidade.
Serviço de Atendimento ao Cidadão: 0800-5101234