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A Secretaria de Saúde de Canoas realizou nesta quinta-feira o Encontro de Consolidação do Comitê Municipal de Combate à Dengue. Na atividade, ocorrida no plenário da Câmara de Vereadores, também foram apresentados os resultados recentes do trabalho das equipes de agentes de endemias no combate à dengue na cidade.
A grande novidade foi a divulgação do sistema de georeferenciamento, ferramenta criada pela SMS em parceria com o Instituto Canoas XXl.
O sistema praticamente informa a região a ser vistoriada, para ação dos agentes de endemias, em duas horas, contra uma média de três dias, tempo médio realizado no procedimento anterior. A Vigilância em Saúde ganha em agilidade para atuar em uma área suspeita de foco, tabulada num curto período de tempo, para ações, como por exemplo, a delimitação de área. A diretora da Vigilância em Saúde de Canoas, Judith Vasconcelos, observou que a utilização de tal método é inédito no Estado.
NÚMEROS COMBATE À DENGUE EM CANOAS
Canoas, assim como Porto Alegre, hoje se insere numa região classificada pelo Ministério da Saúde como área de risco moderada, com risco de transmissão focalizado. Essa situação abrange o Estado e Santa Catarina. Do Paraná em direção a outros Estados, a classificação aumenta em conformidade com o risco, sendo que nas regiões Norte e Nordeste a classificação é de contaminação é alta, conforme dados apresentados pela Vigilância em Saúde.
As ações realizadas no município para a identificação de possíveis focos do mosquito transmissor da dengue são em total de cinco, e praticamente abrangem toda a área de Canoas, de 131 km quadrados.
Os números a seguir são contabilizados desde outubro de 2010:
- 303 Armadilhas : são feitas com um pedaço de pneu de motocicleta, contendo água, e que é monitorado a cada sete dias pelos agentes de endemias. São colocadas onde é grande a suspeita da existência do mosquito. De outubro/10 a janeiro foram 3705 inspeções.
- 294 Pontos Estratégicos, ou PEs : são locais monitorados quinzenalmente, e incluem ferros velhos, floriculturas, cemitérios e transportadoras (o mosquito pode chegar até a cidade em alguma caixa ou no baú de algum caminhão), por isso, a orientação é constante. De outubro/2010 a janeiro foram 1758 inspeções.
- Levantamento de Índice Rápido (LIRA): as equipes percorrem quadras em diferentes bairros para amostragem em imóveis, somente em novembro passado foram vistoriados 3,5 mil imóveis. De outubro/10 a janeiro foram 3941 inspeções.
- Levantamento de Índice com Tratamento Mecânico, eliminação contínua de possíveis criadouros de larvas (potinhos, latas, etc) a partir da constatação de suspeita de foco. Estava sendo realizada na região Central pela suspeita averiguada ano passado, mas é comum ser utilizada nos outros processos de monitoramento. De outubro/10 a janeiro foram 1751 inspeções.
- Delimitação de foco: quando é constatado a suspeita de um foco, uma área de 300 metros em torno do local é inspecionada, e tem 100% dos imóveis vistoriados. Desde o ano passado foram 1400 inspeções.
Todas as ações totalizam mais de 12 mil e 500 inspeções em toda a cidade, num período de quase quatro meses.
Em 2010 foram constatados oito casos confirmados de dengue em Canoas, todos importados, quando o infectado contrai a doença em outros Estados. Em 2011, a cidade não teve nenhum caso. A Vigilância em Saúde alerta para população sobre os cuidados, principalmente em época de férias, quando aumentam as viagens.
Serviço de Atendimento ao Cidadão: 0800-5101234