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Uma ação da vigilância em Saúde da Secretaria Municipal da Saúde interditou uma clínica geriátrica na manhã desta sexta-feira, 4, no bairro Niterói, em Canoas.
Os agentes da Vigilância, acompanhados pela Brigada Militar e também pela Polícia Civil, incluindo a delegada da 3ª DP, Anita Klein, chegaram ao local, na rua Bagé, por volta das 10h30.
Falta de higiene
A clínica, que atuava na condição de clandestinidade desde o final ano passado, estava fechada. Após contato com o Ministério Público, o gestor da Vigilância em Saúde, Julio César Santos, autorizou a entrada no local.
No interior da casa de vários cômodos, a maioria transformada em quartos, era forte o cheiro de urina. Restos de alimentos, como sanduíches e café ainda estavam servidos sobre a mesa da cozinha.
Conforme o médico sanitarista da Vigilância, Paulo Zubaran, pelo menos 12 idosos eram internos da clínica. Todos foram encaminhados para suas famílias pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social na noite anterior. A proprietária porém, não foi localizada e em anotações havia a inscrição sobre a aplicação de medicamentos em alguns pacientes, com datas recentes.
O fechamento da Instituição de Longa Permanência de Idosos (ILPI), nomenclatura adotada para casas geriátricas e também os populares asilos, aconteceu após inúmeros alertas para a proprietária adequasse o local conforme as normativas sanitárias em vigor. Além da falta visível de higiene, equipamentos como camas e colchões inadequados foram avistados nos quartos. Nasala de medicação, remédios de uso controlado estavam em local de livre acesso, sem nenhum tipo de controle aparente em sua guarda. Seringas utilizadas foram encontradas em lixeiras domésticas.
A clínica foi lacrada pelos agentes da Vigilância em Saúde, e o imóvel não poderá ser acessado sem que a vigilância seja comunicada. Se os lacres foram rompidos novo delito estará sendo cometido. A delegada Anita Klein irá emitir um TC à proprietária e apurar a situação.
A ação desta sexta-feira é parte de uma amplo programa de fiscalização promovido pela Prefeitura Municipal em ILPIs na cidade. Conforme o médico Paulo Zubaran, em 2009, quando iniciou o programa chamada "Caravana da Dignidade", foram encontrados em Canoas 28 ILPIs. Destas, 18 foram interditadas por não se adequarem às normas de vigilância em vigor. Outras 20 foram criadas, que totalizam 30 entidades funcionando na cidade, de forma adequada e com o acompanhamento permanente da fiscalização.
Serviço de Atendimento ao Cidadão: 0800-5101234