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Pode-se debater por dias e dias sobre a origem do jogo de bocha, muito popular no Estado. Alguns defendem que até no Egito e na Grécia Antiga já se praticava a modalidade. Outros dizem que a origem está extremamente ligada às raízes italianas, tanto que umas das primeiras organizações de esportistas foi formada em 1877, em Rivoli. Mas o debate se encerra e todos concordam quando se diz que, muito mais que um jogo, a bocha é um encontro de amigos, uma oportunidade de convivência.
Em Canoas, uma modalidade um pouco diferente, cheia de histórias curiosas, vem chamando a atenção. É a Bocha Adaptada, praticada por, pelo menos, 32 grupos de Terceira Idade da cidade. Ao contrário da bocha em canchas, como é mais conhecida, a vantagem da Bocha Adaptada é que ela é móvel. A cancha é, na realidade, um tapete com as marcações para contabilização dos pontos dos jogadores e, ao que tudo indica, a invenção é dos canoenses mesmo. “Tudo começou quando riscamos a cancha num carpete velho para poder jogar dentro de uma quadra coberta. Daí alguém sugeriu que fizéssemos um tapete então, mais leve, que desse para levar para qualquer lugar”, disse o professor Nei, um entusiasta da modalidade.
Numa sombra agradável do Parque Getúlio Vargas, o Capão do Corvo, quatro amigos, passando dos 60 anos, na manhã desta sexta-feira (15), deslizavam suas bochas em busca da maior pontuação na cancha. “A integração é a palavra-chave aqui nesse jogo”, diz Jerônimo Dalensiefer, 77 anos, acompanhado da esposa, dona Elza, 70. O casal é bi-campeão dos Jogos de Integração de Idosos, que é realizado, anualmente, em Canoas. “A bocha é como um anti-depressivo. Muitos que praticam o esporte, antes até tomavam remédios, e hoje não tomam mais”, lembrou o professor, enquanto chamava para o jogo a simpática dona Erica Schick, 85 anos, e vitalidade de sobra. Já o seu Floriano, 62 anos, o “caçula” da turma, fazia sua estreia na bocha e saiu muito bem.
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