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Ireno Jardim
Paratleta canoense José Carlos dos Santos está ansioso para participara do revezamento
O paratleta José Carlos Chagas Alves, 58 anos, não vê a hora de chegar o dia 8 de julho, quando Canoas receberá o Revezamento da Tocha Olímpica, a partir das 7h20, no Centro. "Para mim é uma honra e uma satisfação participar. O mundo inteiro olhando para Canoas e eu estarei lá com os demais colegas nesse momento histórico para a cidade", declara.
Trajetória
Quando o dia amanhece, Chagas, como é mais conhecido, já está na rua ou na academia treinando para a próxima competição. Sua trajetória no esporte começou em 1975, quando sofreu um acidente de carro, que resultou na amputação de um braço e em limitações no outro. "Quando dependia de alguém para colocar comida na minha boca, era muito difícil. Depois que consegui dar a primeira colherada, tudo mudou", relata. O esporte foi um divisor de águas, que lhe permitiu conquistar a autonomia.
Suas primeiras conquistas como corredor foram em 1984, representando a Associação dos Corredores de Canoas nas provas de 400 e 1.500 metros em circuitos do Sesi. No mesmo período, treinou na Sogipa. De lá para cá, colecionou dezenas de troféus e medalhas.
Atualmente, Chagas treina em uma academia, no Bairro Niterói, ou sozinho, com apoio de amigos e professores. Como trabalha à noite na Guarda Municipal, o paratleta precisa conciliar os compromissos. "As dificuldades para mim não existem, porque a gente sempre dá um jeito e só os fortes sobrevivem", comenta.
Apoio
Entre as competições de que participou, Chagas destaca a Corrida de São Silvestre de 2011, em São Paulo, quando foi o sexto colocado na categoria especial. Em 2015, foi campeão na sua categoria no campeonato estadual do Circuito Serviço Social do Comércio (Sesc). Nas duas competições, recebeu apoio da Prefeitura de Canoas, por meio dos editais de auxílio financeiro.
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