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A cessão de um terreno do bairro Igara ao Grêmio São Cristóvão durante a administração municipal anterior tem gerado discórdia entre os moradores e o clube, que iniciou a construção de um campo de futebol em dezembro de 2016.
Com nova gestão na Prefeitura, a situação passou a ser intermediada pela Secretaria de Relações Institucionais (SMRI) nos últimos dias, e foi discutida em âmbito técnico e legal pela primeira vez na tarde desta quarta-feira, 25.
"Nós vamos agora dialogar com o clube e com a comunidade, pois apesar de o projeto obedecer à legislação, os moradores do bairro não foram consultados em momento algum. Por outro lado, vamos apresentar a eles o projeto por completo, que não inclui somente um campo, mas também uma pista de caminhada, uma praça e uma escolinha de futebol aberta à comunidade. Vamos definir esta questão da forma mais democrática possível, ouvindo e analisando todos os lados", pondera o secretário da SMRI, Airton Souza, que irá conversar com os moradores nesta quinta-feira, 26, e com o Grêmio São Cristóvão na sexta, 27, na busca por um entendimento.
A reunião, solicitada por Airton Souza, contou com a participação do secretário de Esportes e Lazer, Roberto Tietz, o procurador-geral do Município, Francisco de Paula Figueiredo, a controladora-geral, Mari Mantelli, o vereador Cezar Paulo Mossini e o auxiliar de topografia Lauri Henrique de Mattos Bastos.
Entenda o caso
A obra do Grêmio São Cristóvão, que tem origem no Projeto Bairro Melhor, foi licenciada por edital aberto em maio de 2016, mas deveria ser realizada no Loteamento Igara II. Depois de contemplado, o projeto teve seu local alterado para uma área verde do bairro, garantida legalmente para lazer, recreação e prática esportiva.
Embora com amparo da Lei Municipal nº 5269/2008, a cedência do espaço está desagradando a comunidade, que não foi consultada antes das iniciativas. "Este conflito existe porque os moradores, ao adquirirem seus lotes, tinham uma ideia diferente sobre o que seria aquele entorno, e de repente foram surpreendidos por uma modificação neste local. Faltou avaliar, antes desta edificação, que poderia haver este choque de interesses, e agora cabe ao poder público mediar essa negociação", destaca o procurador-geral, Francisco de Paula Figueiredo.
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