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Representantes de dez municípios gaúchos estiveram em Canoas neste sábado (16). A cidade, que vem sediando e promovendo eventos esportivos em todos os finais de semana, recebeu 120 competidores de um jogo não tão convencional: o Pingue-Pongue. Ao longo de três turnos, eles participaram da 7ª Etapa do Campeonato Estadual de Pingue-Pongue, que ocorreu no Centro Olímpico Municipal. “Não estamos apoiando somente os esportes ditos ‘tradicionais’. Diversificar e incentivar diferentes atividades é a ideia que rege a nossa gestão. Até o fim do ano serão 22 eventos de várias modalidades”, garante o secretário de Esporte e Lazer de Canoas, Roberto Tietz.
O evento foi organizado pela Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (SMEL), com apoio da Diretoria das Políticas de Diversidade e Comunidades Tradicionais e Federação Gaúcha de Pingue Pongue.
Para alguns, diversão
Disputadas em trio, com revezamento de jogadores na mesa, as partidas foram divididas em três games de 22 pontos e contaram com equipes vindas de Porto Alegre, São Leopoldo, Sapucaia do Sul, Gravataí, Montenegro, Santa Cruz do Sul, Três Coroas, Caxias do Sul, Campo Bom e Estância Velha. Para Alecsandro Rodrigues, o jogo é levado a sério, mas encarado como um hobby. “Jogava na infância e agora, depois dos 40, voltei a praticar por pura diversão”, conta ele. Já para Valério Camargo Ramires, de 56 anos, a raquete e a bolinha são parceiras de uma longa história de superação.
Para outros, superação
Campeão invicto por 14 anos, Ramires só saiu da liderança ao perder dois games para um jogador canoense. Ainda assim, é lenda viva do esporte por jogar com um braço só e continuar entre os melhores. “Comecei jogando com os dois braços, em 1979. Com 20 anos sofri um acidente e perdi o braço esquerdo, mas isso não me fez parar”, lembra o porto-alegrense, que volta e meia treina nos ginásios de Canoas. “Me preparei com um treinador físico, que me ensinou a ter equilíbrio novamente após a perda. Quando voltei aos jogos, meu desempenho foi o mesmo de antes.” Mas a pergunta “como ele consegue?”, segundo Ramires, o acompanha. E ele tem prazer em responder: “não me abati”.
Enquanto Ramires coleciona histórias de mais de três décadas, do outro lado da mesa de jogos Gustavo da Silva, de 11 anos, dá seus primeiros passos. “Ele começou a jogar com 9 anos”, revela Patrício da Silva, presidente da equipe Dimenores, de Três Coroas. “O time é um projeto social que começou no fundo de quintal, como brincadeira. Hoje temos 90 crianças que jogam pingue-pongue na nossa sede. A exigência é que elas tenham boas notas no colégio, uma boa conduta e respeito aos pais”, explica o dirigente, que levou ao campeonato cinco trios de jogadores. Com idade entre 10 e 14 anos, eles disputaram lado a lado com veteranos da modalidade.
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