Até junho deste ano, 300 famílias que ocupam áreas por onde passará a BR-448, a Rodovia do parque, terão que ser assentadas na Vila de Passagem, no bairro Mato Grande, para evitar atrasos no cronograma das obras, que devem ser concluídas em 2012. A informação é da secretária de Desenvolvimento Urbano e Habitação em exercício, Giovanna Fagundes. Ela, o subprefeito da Região Sudoeste, Pedro Bueno, diretores da SMDUH e líderes comunitários acompanharam, na tarde desta terça- feira, a equipe de técnicos da área social e agentes comunitários da Gerenciadora do Consórcio da BR-448 (STE-Enecon), que fará o trabalho social com as famílias atingidas pelo traçado da rodovia. Todas elas já foram cadastradas pela Prefeitura, mas os dados serão confrontados com os recolhidos pelo Dnit.
O grupo percorreu, de ônibus, a vila Dique, onde vivem 599 famílias que serão assentadas definitivamente no Morada Cidadã, bairro Fátima e em outra área, de nove hectares, adquirida pelo Município. Na primeira, serão construídos 256 apartamentos e na segunda, 343 casas. Segundo Giovanna, o Município negocia com o Dnit acréscimo nos recursos iniciais de R$ 31 milhões para construção das moradias. A contrapartida da Prefeitura é a aquisição das áreas e infraestrutura dos loteamentos. Já na Vila de Passagem, serão investidos R$ 7 milhões.
A equipe de agentes comunitários e assistentes sociais da Gerenciadora do Consórcio, além dos engenheiros Carlos Türsk, Dario Vitório Sebben e Sérgio Yrota estiveram na área onde já começaram as obras da Vila de Passagem. Também, participaram da visita os líderes comunitários Baiano, Ângela da Silva e Marilda de Carli, a Tia Nenê.
Primeiros contatos
Os engenheiros, Giovanna e Bueno falaram da importância do trabalho das lideranças no acompanhamento das obras, na transmissão de informações para os moradores e auxílio na elaboração dos projetos que visam preservar as atividades econômicas das famílias - a grande maioria catadoras de materiais, ou pescadores. Ressaltaram que a Subprefeitura Sudoeste vai fornecer apoio nesse trabalho, já que possui um vínculo mais forte com a comunidade. Giovanna esclareceu, ainda, que caberá à Prefeitura fornecer aporte de serviços como educação, saúde e coleta seletiva, à medida em que avançar a Vila de Passagem.
A líder comunitária Ângela da Silva, presidente da Associação Dique Extremo Norte, garantiu apoio ao trabalho social, por reconhecer que o assentamento vai melhorar as condições de vida dos moradores, mas está preocupada em manter próximos os integrantes de cada entidade, por já terem criado vínculos importantes.
Eloá da Rosa