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O escritor paraibano Ariano Suassuna, membro da Academia Brasileira de Letras, participa amanhã de uma aula magna na 29.ª Feira do Livro de Canoas. Dramaturgo, romancista e poeta, Suassuna é autor de obras como O Auto da Compadecida e A Pedra do Reino. Seus livros já tiveram traduções para inglês, francês, espanhol, alemão, holandês, italiano e polonês.
A atividade com Ariano Suassuna ocorre nesta terça-feira, 11, às 19h30, no Auditório Vinícius de Moraes
Biografia resumida
Sexto ocupante da cadeira nº 32 da AB L, Ariano Vilar Suassuna nasceu em Nossa Senhora das Neves, hoje João Pessoa (PB), em 16 de junho de 1927. A partir de 1942 passou a viver no Recife, onde terminou, os estudos secundários. No ano seguinte iniciou a Faculdade de Direito, onde conheceu Hermilo Borba Filho. Com ele, fundou o Teatro do Estudante de Pernambuco. Em 1947, escreveu sua primeira peça, Uma Mulher Vestida de Sol. Em 1948, sua peça Cantam as Harpas de Sião (ou O Desertor de Princesa) foi montada pelo Teatro do Estudante de Pernambuco. Os Homens de Barro foi montada no ano seguinte. Em 1950, formou-se na Faculdade de Direito e recebeu o Prêmio Martins Pena pelo Auto de João da Cruz. Deste ano a 1956, dedicou-se à advocacia, sem abandonar, porém, a atividade teatral. São desta época O Castigo da Soberba (1953), O Rico Avarento (1954) e o Auto da Compadecida (1955), peça que o projetou em todo o país e que seria considerada, em 1962, por Sábato Magaldi "o texto mais popular do moderno teatro brasileiro". No início dos anos 60, interrompeu sua bem-sucedida carreira de dramaturgo para dedicar-se às aulas de Estética na UFPE. Ali, em 1976, defende a tese de livre-docência A Onça Castanha e a Ilha Brasil: Uma Reflexão sobre a Cultura Brasileira. Membro fundador do Conselho Federal de Cultura (1967); nomeado, pelo Reitor Murilo Guimarães, diretor do Departamento de Extensão Cultural da UFPe (1969). Ligado diretamente à cultura, iniciou em 1970, em Recife, o "Movimento Armorial", interessado no desenvolvimento e no conhecimento das formas de expressão populares tradicionais. Entre 1958-79, dedicou-se também à prosa de ficção, publicando o Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta (1971) e História d'O Rei Degolado nas Caatingas do Sertão / Ao Sol da Onça Caetana (1976), classificados por ele de "romance armorial-popular brasileiro". (Com dados da ABL).
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