Carregando! Por favor aguarde...
As notas musicais saídas, inicialmente, do violão de Paulinho Fagundes, no palco do 3º Canoas Jazz, no Parque Getúlio Vargas, o Capão do Corvo, já davam noção de que a noite de sexta-feira (22) seria inesquecível. De fato, o som afinado, produzido pelo porto-alegrense e sua banda, foi só o começo de uma noite de sons instrumentais espetaculares, perseguidos pelo quinteto de Sandro Albert (NY) e, posteriormente, por Egberto Gismonti (RJ), ao piano. Aclamado, Gismonti retornou ao palco e seguiu com a sua música, até perto da meia noite.
O Canoas Jazz, com shows gratuitos, é uma realização da Prefeitura de Canoas, tem o patrocínio da Petrobras e é financiado pela Lei de Incentivo à Cultura do Pró-Cultura RS. Confira entrevisas com os músicos que participaram do primeiro dia dos shows no Parque Getúlio Vargas na Rádio Canoas Online.
A temperatura que caia com a noite, não dispersou o atento público que começou ouvindo o dono de cinco prêmios Açorianos, Paulinho Fagundes. Ele subiu ao palco acompanhado de Rafael Marques (bateria), Rodrigo Maia (baixo), Michel Dorfmann (piano) e executou músicas para ouvir, como "Cais do Porto", de sua autoria, e "Jogo de Peteca", dele a com a parceria de Dorfmann. Ao final, Paulinho agradeceu pela criação do festival. "Canoas está plantando e formando um público para o estilo jazz, que não fere ouvidos e tem muita harmonia", destacou.
Quinteto
O show seguinte foi o de Sandro Albert em Quinteto, formado por Jota Resende (piano), Rubem Faria (contrabaixo), Marco da Costa (bateria) e Fernando Hashimoto (vibrafone e percussão), além de Albert (guitarra). Em seu repertório, a músicas "Soufoul People" e "Samba City" foram executadas com a leveza do vento que acariciava a farta vegetação do Capão do Corvo. Albert agradeceu a participação do Quinteto no Canoas Jazz, cumprimentou o público e a sua mãe na plateia.
Após um breve intervalo, começava a atração mais esperada da noite. O show do músico Egberto Gismonti, que ocupou o palco sob fortes aplausos. O multi-instrumentista, por sua vez, antes mesmo de executar a primeira nota musical no piano, dirigiu-se ao público. "Chegar aqui e ver essas expressões de gostosura é muito bom", salientou. Avisou que iniciaria o espetáculo com músicas leves e o fez, executando "Miudinha", de autoria de Villa Lobos, com arranjos seus. "Esta música provoca a gente. Ela é como as músicas que as mães de leite cantavam." Posteriormente, Gismonti apresentou músicas que exigiam mãos mais firmes e dedos mais ágeis sobre o teclado.
Popularização do jazz
O estilo de espetáculo, pouco comum e, portanto, pouco acessível à população, agradou a todos. O músico e jornalista, Tiago Marino Pinheiro, 34 anos, apontou a "excelente" qualidade das apresentações do Canoas Jazz e elogiou a iniciativa. "A ideia do Governo Municipal é muito bacana, pois populariza um estilo de música que quase não se ouve", disse Pinheiro.
As amigas Noely Adiers, 72 anos, e Ruth de Souza, 76 anos, acompanharam a primeira noite do Canoas Jazz, até o final. Disseram que estavam "muito satisfeitas" com os shows. "Estes espetáculos são ótimos e eu adorei", destacou Noely. "Concordo, pois ele oportuniza boa música à população", contribuiu Ruth.
Programação
Dia 23 (sabado)
18h - Brothers Orchestra - Porto Alegre/Brasil
19h15 - Paulinho Cordoso - Florianópolis/Brasil
20h30 - À Dervia - São Paulo/Brasil
22h - Joyce Moreno - São Paulo/Brasil
Dia 24 (domingo)
18h - Luizinho Santos - Porto Alegre/Brasil
19h15 - Alegre Correa - Florianópolis/Brasil
20h30 - Kiko Freitas - Rio de Janeiro/Brasil
22h - Ravi Coltrane - Long Island/EUA
Serviço de Atendimento ao Cidadão: 0800-5101234