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Após a abertura marcante com Egberto Gismont e Sandro Albert, os shows principais do 3º Canoas Jazz prosseguiram conquistando o público neste sábado (23), no Parque Getúlio Vargas. O Canoas Jazz é uma realização da Prefeitura de Canoas, tem o patrocínio da Petrobras e é financiado pela Lei de Incentivo à Cultura do Pró-Cultura RS.
Ouça alguns depoimentos dos músicos que participam do festival na Rádio Canoas Online.
Ainda sob o sol quente do final de tarde, a Brothers Orchestra executava composições de Stevie Wonder, Chico Buarque, Michael Jackson, entre outros. Conforme a noite avançava, o público aumentava, distribuído entre a área das cadeiras e o gramado. "Nunca tínhamos nos apresentado em um parque, acho uma proposta ótima", avalia o saxofonista do grupo, Rafael Pereira Lima. Pelas 20h, o músico Paulinho Cardoso dava continuidade às atrações da noite com sua banda.
O público que se estendeu até o festival de jazz, no Capão do Corvo, era formado por visitantes de várias cidades da Região Metropolitana de Porto Alegre. Alguns, tiveram o primeiro contato com o jazz no local; e outros são ouvintes habituais desse gênero de música.
"Minha mãe me incentivava a ouvir jazz na Rádio Guaíba, quando eu ainda era pequena", conta a professora de artes, Heloísa Diana Borsata, que veio da Capital com o filho para acompanhar o festival. Animada, ela dançava esponeamente no ritmo dos acorde musicais. "Hoje, onde estiver o jazz, eu vou", complementa. O Quarteto À Deriva subiu ao palco, por volta das 21h.
Jazz popularizado
No intervalo da apresentação da cantora Joyce Moreno, grande atração da noite, o prefeito Jairo Jorge fez uma breve fala, cumprimentando o público e falando sobre a importância da realização do terceiro ano do festival. "Desde 2011, nós escolhemos o jazz pela sua universalidade. Nós só vamos criar um público que ame a boa música, criando oportunidades para isso. E assim estamos fazendo, oferecendo boa música nos parques, nas estações de trem e outras áreas de acesso público", afirma.
Para o músico gaúcho Sandro Albert, que vive há 16 anos em Nova York e que se apresentou no segundo dia do evento, o Canoas Jazz está projetando a cidade internacionalmente. "Canaos está se tornando um marco no Jazz, inclusive nos Estados Unidos já ouvi comentarem este festival", observa.
Além do acesso e popularização do jazz, o festival também possibilitou a aproximação entre artistas e seus fãs. É o caso do professor de história e filosofia, Diórgenes Pacheco de Lima, que se empolgou com a oportunidade de ouvir a cantora Joyce Moreno, por quem tem grande admiração. Na condição de colecionador, com mais de 4 mil títulos, ele também valoriza o evento por ser inovador. "Atrações desse nível são sempre importantes para a construção do público. Canoas tem realizado atividades bem interessantes", considerou.
Classe e Variedade
A cantora Joyce Moreno subiu ao palco por volta das 22h, com a canção Mulher é mulher. Joyce apresentou um repertório selecionado, entre as suas mais de 400 gravações, incluindo compositores como Elis Regina, Zizi Possi, Edu Lobo, entre outros. "É uma grande satisfação retornar ao Rio Grande do Sul, depois de cerca de 15 anos", declarou a cantora ao público.
A intérprete cantou composições célebres de Caetano Veloso e Tom Jobim. Músicas de sua autoria, como Feminina, também empolgaram os presentes. Ao deixar o palco, sob aplausos e pedidos de "mais um", a cantora retornou, cantando A banda maluca, finalizando em alto astral a segunda noite do festival.
Secretários municipais e outras autoridades prestigiam o evento, como o adjunto de Cultura do Estado, Jeferson Assumção. O festival prossegue ainda nesta noite, com várias apresentações, entre elas o saxofonista norte-ameriacano Ravi Coltrane. Outras informações, no site do evento.
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