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Deixando um clima de impacto, delírio e admiração, o saxofonista norte-americano Ravi Coltraner encerrou o 3º Canoas Jazz, por volta da meia noite deste domingo (24), no Parque Getúlio Vargas. O público que começou a chegar no final da tarde formou uma expressiva plateia para os quatro shows do último dia do festival, que se iniciou no dia 13 deste mês, que incluiu diversas apresentações em estações da Trensurb.
O Canoas Jazz é uma realização da Prefeitura de Canoas, tem o patrocínio da Petrobras e é financiado pela Lei de Incentivo à Cultura do Pró-Cultura RS.
Durante todas as apresentações do 3º Canoas Jazz, o público demonstrou intenso envolvimento - o que era perceptível. Alguns arriscaram movimentos rítmicos, liberando a voz sinalizavam emoção e a satisfação pelos espetáculos. Houve quem preferiu extrapolar suas sensações por meio de assovios, isso a cada novo movimento musical. Outros optaram por ouvir em absoluto silêncio.
A qualidade das apresentações impressionou o público no Parque Getúlio Vargas. "É a coisa mais bonita que eu já assisti. O festival tem que continuar. Esse parque é lindo e a população merece isso", salienta a comerciária Débora Camargo. Débora foi uma entre as dezenas de visitantes que vieram da Capital ao festival. "Eu amo jazz", declara.
Canoas da música
O clima agradável, propiciado pelo ambiente campestre, facilitou o deslocamento de muitas pessoas, de Canoas e Região Metropolitana, para o lazer no Parque e, posteriormente, ao festival - que começou por volta das 18h, com Luizinho Santos e banda, e a participação especial de Jorginho do Trompete. Jorginho elogiou a proposta do festival de jazz ao ar livre. "É sempre legal tocar em um parque. O jazz combina com um espaço aberto", diz o músico.
A amplitude do Parque Getúlio Vargas possibilitou acomodação a gosto, tanto na sombra das árvores, nas cadeiras dispostas em frente ao palco como ao lado do palco, onde uma entrada avançada possibilitou a interação do público com os artistas. "Um evento como este é muito importante para a formação de público", salienta Luciane Gosmann, dentista de Sapiranga, que assistia as apresentações acompanhada de seus parentes.
No intervalo entre um show e outro, os vocalistas apresentaram os músicos que os acompanhavam. Contextualizavam as composições, comentavam a importância da realização do festival. "A música instrumental não é só para intelectuais, é para todos. Muito obrigado pela energia de vocês. Esse momento vai ser lindo também", declarou o violonista, cantor, percussionista e compositor Alegre Corrêa, referindo-se ao seu show que se iniciou em seguida.
A iniciativa do festival também foi elogiada pelo compositor Kiko Freitas, que valorizou o expressivo público presente. "Muito bom estarmos todos aqui, juntos. É como se estivéssemos ajudando na construção dessa Canoas da música", declarou.
O público do Canoas Jazz, no domingo, era formado também por jornalistas, produtores e músicos da área de jazz. Jorginho do Trompete, atuava como um mediador e anfitrião musical do evento, ao lado dos curadores Flávio Adônis e Ricardo Karan. "Esse evento é importante para a música de qualidade. Ele é hoje um dos mais fortes festivais de jazz, reunindo grandes nomes nacionais e internacionais", salienta a produtora e apresentadora Andrea Ávila, a Garota Vinil.
Brilho especial
O momento mais esperado da noite foi o do show do norte-americano Ravi Coltrane, considerado a grande atração do festival. Ele subiu ao palco por volta das 23h, demonstrando simpatia e valorizando a plateia, que cumprimentou em português. Junatmente com o Coltrane Quartet, o músico conquistou a plateia logo de início, intercalando diferentes combinações do gênero.
Com uma combinação de técnica, precisão e energia musical incomum, Ravi e seus músicos receberam aplausos por diversas vezes. Destaque para o baterista Johnathan Blake, que paralisou a todos com a agilidade e o domínio absoluto dos ritmos. "Sempre o considerei um bom saxofonista, que conseguia fugir da sombra acachapante de seu pai, um dos pilares do jazz moderno. Mas confesso que eu não estava preparado para revê-lo com a maturidade e a desenvoltura com que se apresentou em Canoas", avalia o jornalista Paulo Moreira, especialista em jazz. O público saiu de Canoas esperando a confirmação da quarta edição.
Durante a segunda noite do festival, o prefeito Jairo Jorge já anunciava o desafio de realizar a 4ª edição do evento no próximo ano. Após a apresentação, o quarteto pousou tranquilamente para fotos com fãs de várias idades. Para o secretário adjunto de Cultura do RS, Jeferson Assunção, que acompanhava a apresentanção, o 3º Canoas Jazz é um marco. "É a consolidação do festival, neste terceiro ano, que faz com que o jazz se consolide com personalidade", resume.
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