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Os escritores Zuenir Ventura e Milton Hatoum, duas das atrações mais esperadas da 30ª Feira do Livro de Canoas, participaram do evento na noite desta quinta-feira (5). Com mediação do comentarista e cronista Sérgius Gonzaga, Zuenir e Hatoum foram questionados sobre suas atividades na literatura e no jornalismo, no período da ditadura militar, para um auditório lotado de escritores locais, fãs e estudantes, que também tiveram oportunidade de fazer perguntas.
Emocionado por ter seu nome no principal espaço da Feria do Livro de Canoas, Zuenir Ventura destacou a receptividade dos canoenses e comentou seu livro “1968: O Ano que Não Terminou”, que retrata fatos conturbados que marcaram o Brasil e o mundo no ano que nomeia a obra. Este livro foi descrito por Sérgius como “uma síntese de jornalismo e história”.
Gerações
O escritor paraibano, que atualmente mora no Rio de Janeiro e é colunista do Jornal O Globo, também falou sobre a obra complementar “1968: O que fizemos de nós”, que faz o comparativo entre as gerações das décadas de 1960 e 2000. Com essa experiência, contou ele, chegou até a ir a uma festa rave. Sobre a principal diferença entre uma e outra geração, Zuenir Ventura citou a sintonia que existia no mundo na década de 1960, que não existe nas atuais tribos que denominam os jovens contemporâneos.
Com o humor sutil que lhe caracteriza, Zuenir Ventura ainda lembrou sua época de estudante universitário e os importantes professores que passaram por sua vida, entre eles o poeta Manuel Bandeira. O convidado de honra da Feira destacou que “o professor pode fazer muito pela leitura”.
Adaptação
Hatoum, escritor amazonense, que terá seu best seller “Dois irmãos” adaptado para a TV, confidenciou que começou sua carreira como escritor de romances durante o exílio, na Espanha, e comentou que a narrativa de "Dois Irmãos" deve muito a Machado de Assis, um de seus escritores preferidos, ao lado de Graciliano Ramos e Guimarães Rosa. “Os jovens precisam aproveitar mais os clássicos”, afirmou, salientando também que a boa leitura não pode estar relacionada com a obrigação. “A pior coisa é obrigar alguém a ler”, reforçou.
Zuenir Ventura e Milton Hatoum elogiaram a Feira, destacando que iniciativas como essa possibilitam a divulgação de escritores de todo o Brasil e possibilitam a aproximação com o público.
Esta atração da Feira integrou o DNA do Brasil - 50 Anos do Golpe Militar, projeto desenvolvido pela Secretaria Municipal da Cultura (SMC), com apoio do Unilasalle.
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