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A "Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz" faz residência artística em Canoas, de 17 a 20 de julho. A programação marca a abertura do "Projeto Teatro e Memória - 50 anos do Golpe Militar", envolvendo workshop, palestra, desmontagem, performance, filmes e teatro de rua, contemplado pelo edital "Desenvolvimento da Economia da Cultura Pró-cultura/RS". Com entrada franca, o projeto tem o apoio da Secretária Municipal de Cultura.
Por meio da farta programação, que também envolve demonstrações técnicas, a "Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz" promoverá debate político e estético, objetivando a formação de consciência crítica e sócio-política, que é exigência para a ideia de exercícios de cidadania.
O Grupo
O "Ói Nóis Aqui Traveiz" surgiu em Porto Alegre, em 1978, com uma proposta centrada no contato direto de atores e espectadores, transcendendo a clássica divisão palco-plateia. Desde então, o grupo desenvolve um contínuo trabalho de pesquisa, buscando a relação da linguagem cênica com o processo criativo do ator.
O grupo porto-alegrensa foi o primeiro a conjugar, na prática, arte e vida, estética e política, e a radicalidade de comportamento e linguagem, transbordando a arte do espaço cênico para o cotidiano da cidade.
O workshop, com vagas limitadas, é aberto e gratuito para todos os interessados com idade superior a 15 anos. Ele é realizado nos dias 17 e 18 de julho, das 14 às 17h. As incrições podem ser feitas pelo telefone: 8596 1140.
Programação
Dia 17 de julho (quinta-feira)
14h: Workshop - Vivência com o Ói Nóis Aqui Traveiz
Local: Casa das Artes Villa Mimosa, na Avenida Guilherme Schell, 6.270 - no Bairro Centro;
20h: Palestra - A censura no teatro brasileiro durante a ditadura militar, na Casa das Artes Villa Mimosa.
Dia 18 de julho (sexta- feira)
14h: Workshop - vivência com o Ói Nóis Aqui Traveiz na Casa das Artes Villa Mimosa;
20h: Desmontagem - Evocando os Mortos - Poéticas da Experiência, por Tânia Farias, na Casa das Artes Villa Mimosa.
Dia 19 de julho (sábado)
12h: Performance Onde? Ação Nº 2, que se realiza no Calçadão, no Bairro Centro;
20h: Exibição do filme "Viúvas" - Performance sobre a ausência
Local: Casa das Artes Villa Mimosa, na Avenida Guilherme Schell, 6.270, no Bairro Centro.
Dia 20 de julho (domingo)
15h: Espetáculo de Teatro de Rua "O Amargo Santo da Purificação", na Rua 3, esquina com a Avenida 17 de Abril, no Bairro Guajuviras.
Atividades da Residência Artística
Workshop
O workshop Consiste em um encontro coordenado pelos atuadores do grupo, que investiga o movimento e a voz para a ampliação do corpo do ator e a ocupação do espaço teatral. A ênfase é colocada na corporalidade do ator (como forma de perceber o próprio corpo) e na contracenação (para perceber o outro).
Palestra
A palestra "Censura no teatro brasileiro" durante a ditadura militar aborda um dos piores momentos da história do teatro brasileiro, devido à repressão e à censura exercidas pelo regime autoritário.
Desmontagem
A desmontagem Evocando os Mortos - Poéticas da Experiência refaz o caminho do ator na criação de personagens emblemáticos da dramaturgia contemporânea. Constitui um olhar sobre as discussões de Gênero, abordando a violência contra a mulher em suas variantes, questões que passaram a ocupar centralmente o trabalho de criação do grupo.
Performance
A performance Onde? Ação nº2 de forma poética provoca reflexões sobre o nosso passado recente e as feridas ainda abertas pela ditadura militar. A proposta deste trabalho é trazer a reflexão sobre o que foram aqueles anos da Ditadura Militar no Brasil, a partir do teatro como um ato de resistência.
Filme
O filme "Viúvas - Performance Sobre a Ausência" mostra a encenação homônima realizada na Ilha do Presídio - situada entre as cidades de Porto Alegre e Guaíba - nas ruínas do presídio onde foram encarcerados presos políticos no período da ditadura civil militar no Brasil. Viúvas mostra mulheres que lutam pelo direito de saber onde estão os homens que desapareceram ou foram mortos pela ditadura. É uma alegoria sobre o que aconteceu nas últimas décadas na América Latina, e a necessidade de manter viva a memória deste tempo de horror.
Teatro de Rua
O teatro de rua "O Amargo Santo da Purificação" é uma visão alegórica e barroca da vida, paixão e morte do revolucionário Carlos Marighella, que viveu e morreu durante períodos críticos da história contemporânea do Brasil. A dramaturgia elaborada pelo "Ói Nóis Aqui Traveiz" parte dos poemas escritos por Carlos Marighella que, transformados em canções, são o fio condutor da narrativa. Através de uma estética glauberiana, o "Ói Nóis Aqui Traveiz" traz para as ruas da cidade uma abordagem épica das aspirações de liberdade e justiça do povo brasileiro.
Serviço de Atendimento ao Cidadão: 0800-5101234