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Winny Padaratz
Sílvia Castillon (D): "Quando a biblioteca sai para fora, as pessoas terminam indo a estes locais para ler"
Levar a leitura e a escrita para as ruas, como um direito, em contraponto ao mero consumo. Essa é uma das principais ideias defendidas pela pesquisadora, bibliotecária e escritora colombiana Silvia Castrillón, que inspirou a criação das Bibliopraças e Biblioparques em Canoas. A estudiosa abriu nesta manhã o colóquio "Conexão 3: Leitura, Escrita e Emancipação Social", que se estende até a tarde desta quinta-feira (27), no auditório da Biblioteca Pública Municipal João Palma da Silva, localizada à Rua Ipiranga, 105, no Bairro Centro.
De acordo com pesquisadora Silvia Castrillón, a leitura e a escrita são instrumentos que permitem a reflexão e a possibilidade de se apropriar do patrimônio da humanidade, representado nos textos escritos. "Quando a biblioteca sai para fora, vai às praças, espaços não convencionais, as pessoas terminam indo a estes locais para ler", explica.
O colóquio é uma realização da ONG Cirandar, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura (SMC), com o apoio do Ministério da Cultura. A abertura do evento contou com a performance de dança contemporânea apresentada pela bailarina Daniele Costa. A apresentação foi inspirada em texto de Silvia Castrillón.
Especialista em políticas públicas e presidente da Associação Colombiana de Leitura e Escrita (Asolectura), Sílvia é uma das mentoras do conceito de bibliotecas-parque, implantadas inicialmente em Medellín e outras oito cidades colombianas.
Leitura e acesso público
Durante as atividades desta manhã, a gestora da Unidade de Livro, Leitura e Literatura da SMC, Andrea Falkenberg, apresentou projetos desenvolvidos na cidade: "Debater a leitura e sua democratização, para nós, é muito importante. Os projetos que desenvolvemos em Canoas, como Livro Vivo, Cidadania e Leitura, Circuito de Feiras do Livro, Bibliopraças e Biblioparques, integram uma proposta maior, prevista no nosso Plano de Livro, Leitura e Literatura, pioneiro no país", lembra.
As atividades em Canoas contam com a participação de professores, bibliotecários, mediadores de leitura e outros profissionais relacionados ao livro e à leitura. "Na área da cultura, é fundamental que o protagonismo esteja nas mãos de ativistas, com o apoio do poder público. Projetos como o Cidadania e Leitura, disponibilizaram mediadores de leituras nos bairros, o que é fundamental", destaca o coordenador do Ponto de Cultura Guajuviras Centro de Artes Guajuviras, Henrique Martins.
Programação nesta quinta-feira
Dia 27 (quinta-feira)
-Manhã
9h - Recepção
9h30 - Visita Guiada à Casa das Artes com acompanhamento do gestor Tutti Gregianin.
Local: Casa das Artes Villa Mimosa
Endereço: Avenida Guilherme Schell, 6.270, Bairro Centro
10h - Bate-papo: "Como a literatura pintou na tua vida?", com Roberto Carlos Sampaio Guedes (Betão), idealizador da biblioteca comunitária Amigos do Livro, de Taquara. A mediação é de Verlaine da Silva
-Tarde
14h - Visita ao Território da Paz Guajuviras e à Agência da Boa Notícia Guajuviras
Local: Avenida Boqueirão, 3.367, Bairro Guajuviras
15h- Visita ao Ponto de Cultura Guajuviras Centro de Artes
Local: Ponto de Cultura e Ponto de Leitura Guajuviras Centro de Artes
Avenida 17 de Abril (sobreloja), no Bairro Guajuviras
- Bate-papo com Henrique Martins de Freitas, coordenador do Ponto de Cultura. A mediação é de Andrea Falkenberg
- Compartilhamento da colheita do dia (Roda de compartilhamento de palavras e sentimentos) do grupo "Cicatrizes: atestado de bons antecedentes de quem teima em sobre (VIVER)", por Henrique Martins de Freitas
Outras informações pelo site: cirandar.org.br, ou pelo 3478-4449, na Secretaria Municipal de Cultura.
Serviço de Atendimento ao Cidadão: 0800-5101234