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Paula Vinhas
Participantes realizaram exercícios de equilíbrio e e de movimentos ritmados
A valorização da Casa das Artes Villa Mimosa como polo de difusão cultural e o fortalecimento de Canoas como rota dos grandes nomes da cultura foi destacada na tarde desta terça-feira (21), por gestores da área, durante o segundo dia da oficina Corpos Musicais, ministrada no local por Jean-Jacques Lemêtre, pesquisador e diretor musical do renomado grupo francês Théâtre du Soleil. A oficina teve início nesta segunda-feira e se estende até esta quarta-feira (22).
"É um nome de primeiríssima qualidade no teatro, digno de qualquer outra capital do mundo. Coloca Canoas em um patamar nacional do circuito cultural, com certeza", considera Fernando Zugno, da Artwork produções. O gestor da Casa das Artes Villa Mimosa, Tutti Gregianin, confirma que a atividade colabora com um passo expressivo para o fortalecimento cultural da cidade de Canoas. "Com esta iniciativa, a Casa atinge um ponto alto e se afirma com um centro cultural de referência na Região", reflete.
A oficina com Lemêtre é uma realização da Secretaria Municipal de Cultura e marca, também, as atividades do 5º Festival Internacional de Teatro (FESTIA), organizado pelo grupo TIA, em parceria com a SMC.
Difusão de Aprendizado
Entre os artistas da dança, música e teatro que estão participando da oficina de Lemêtre, há o entendimento de que essa capacitação será de grande valor em projetos atuais e futuros desenvolvidos na Região. Os exercícios propostos envolveram ações centradas no equilíbrio e no ritmo, a partir de sons produzidos pelo próprio corpo.
"A gente está em fase de montagem de uma peça sobre a lenda do Sepé Tiaraju, e esta combinação entre o teatro e a música, integrando os movimentos de corpo, vai trazer novidades no treinamento, nas oficinas que fizemos, além de nos oportunizar bons elementos para a peça", avalia Rafael Ferreira, do grupo Levanta Favela (A Cambada de Teatro em Ação Direta Levanta Favela), de Porto Alegre.
O diretor francês afirmou que a diversidade artística dos participantes é um fator secundário e elogiou a qualidade do grupo. "A natureza da profissão de cada um pouco importa, porque as proposições trabalhadas têm que ser iguais para todos. Estou surpreso com o desempenho positivo do grupo", disse Jean-Jacques Lemêtre.
Experiência
Artistas locais, de vários níveis de experiência, aprovam a qualidade da capacitação e também consideram que a vivência será um diferencial na atuação em suas áreas.
"Ele é fantástico, um gênio. Em cinco minutos consegue passar uma quantidade de conhecimento que a gente pode aplicar em qualquer arte, e até na vida. Ele demonstra como essa conexão do corpo com a música pode te permitir concentrar e trocar melhor as energias com as pessoas", avalia Lilian Monteiro, ativista cultural integrante de três grupos de teatro locais, entre eles, a Trupe Canoense Imagem (na) Arte.
Para o ator Marcelo Militão, do Grupo Teatro Ideia Ação (Tia), outro grupo local, que tem uma trajetória de 12 anos em teatro de rua, a oficina contribui para um despertar de habilidades. "A vivência está sendo muito interessante, o professor é muito generoso. Como ele mesmo disse, o que ele está fazendo é semear algumas coisas, e depois, vai depender da gente estimular isso para florecer", aponta.
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