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A dança canoense demonstrou o potencial de sua expressividade para a plateia da Mostra de Solos e Duos, realizada na noite desta segunda-feira (27), no auditório Sady Schiwitz, e que marcou o quarto dia da 3ª edição do Dança em Canoas, realizado na cidade em referência ao Dia Internacional da Dança.
Dez grupos locais se apresentaram na ocasião, a maioria vinculado a escolas da rede pública municipal. Coreografias tematizadas integraram as apresentações, realizadas por bailarinos de várias idades de ballet, hip-hop, jazz, entre outros estilos.
Conhecimento e Visibilidade
Um casal de bailarinos do Elos Grupo de Dança abriu as apresentações, no ritmo vibrante do hip-hop, combinando equilíbrio, sincronia e leveza. Com apenas quatro anos de existência, esse grupo canoense já acumula experiências importantes, como uma apresentação realizada, em 2013, no 3º Fórum Mundial das Autoridades Locais de Periferia (3º Falp), que reuniu participantes de 50 países na cidade. "Canoas está difundindo bastante a dança, o que atrai pessoas de fora. Para nós, que buscamos reconhecimento e visibilidade, isso é importante", considera Igor Machado, de 20 anos, um dos bailarinos do Elos.
No segmento, mais duas bailarinas do grupo de dança da EMEF Nancy Pansera apresentaram a coreografia "Bullying", trazendo para o palco, na forma de movimentos, uma problemática atual e frequentemente debatida nos meios escolares. Enquanto isso, a dançarina Málika Samah, da Escola de Danças Najma Safi, aguardava ansiosa no camarim para ingressar ao palco. "O festival é muito importante para mostrarmos nosso trabalho", comentou ela, minutos antes de se apresentar. A beleza, a harmonia e o ritmo da dança do ventre, executado por Málika, encantaram os presentes.
Oportunidade
Na plateia, alunos, pais e professores das comunidades escolares assistiam os espetáculos desse evento, aberto no último dia 24, e que ocorre em vários pontos da cidade até quarta-feira (29). Para o professor Alex Gonzaga, da escola Código Dance, esse festival é, mais do que tudo, uma porta valiosa para os dançarinos locais, que estão despertando na carreira.
"É uma oportunidade de eles se inserirem em um processo maior, a partir de sua visão sobre questões do cotidiano. Também permite que eles verifiquem suas condições e seu potencial, por meio da convivência com outros grupos", avalia. Gonzaga desenvolve um projeto de promoção de bailarinos na cidade, que contempla várias cidades. Na ocasião, ele levou 13 bailarinos de grupos de quatro escolas locais.
Nos seis dias do 3ª Dança em Canoas, esse evento está trazendo à cidade grupos e atrações de expressão, distribuídas em mais de 50 apresentações. No último dia 25, durante a seletiva do Festival Internacional de Hip Hop - o FIH2, se apresentaram aproximadamente 400 bailarinos de 15 cidades do Estado, com 29 coreografias.
A gestora da unidade de Dança da Secretaria Municipal de Cultura, Joana Willadino, observa que esse festival tem tido um crescimento a cada ano, tanto em público, quanto em qualidade. "É uma iniciativa que nasceu para valorizar a dança, e que tem trazido à cidade grupos novos, em cada edição. Haviam bailarinos canoenses, que vinham se apresentando há muito tempo fora, e que agora estão a oportunidade demonstrar seu talento na cidade". De acordo com Joana, o evento está atingindo, direta ou indiretamente, um público de cerca de seis mil pessoas.
O 3ª Dança em Canoas encerra-se nesta quarta-feira, com a obra "Anatome" Canoas Coletivo de Dança, dirigida pela bailarina Carlota Albuquerque.
Confira a programação copleta aqui.
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