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Canoas viveu seis dias dedicados a sua rica e diversificada produção em dança com a terceira edição do Dia Internacional da Dança, realizado, desde o último dia 24 e culminando na noite desta quarta-feira (29), com a estreia do espetáculo "Anatome", primeira produção do Coletivo de Dança Canoas, com coreografia assinada pela bailarina e professora Carlota Albuquerque. Segundo a organização do evento, pelo menos qautro mil pessoas conferiram as performances realizadas em espaços públicos da cidade e nas eliminatórias do Festival de Hip Hop.
A noite foi aberta com uma rara oportunidade de conferir a apresentação da Cia de Ballet Cidade de Niterói, do Rio de Janeiro, fundada em 1982, uma referência em termos de companhia pública do país, como lembrou em sua fala o prefeito Jairo Jorge. Com direção de Pedro Pires, e criação de Gleidson Vigni, a companhia apresentou o fragmento do espetáculo "Casa de Carii", uma homenagem aos 450 anos da cidade do Rio de Janeiro, brincando com ritmos e sonoridades cariocas.
A estreia do Coletivo
Acompanhada por autoridades como o prefeito Jairo Jorge e o secretário municipal da Cultura, Luciano Alabarse, o espetáculo "Anatome" provou a maturidade e qualidade da dança em Canoas. O grupo já havia demonstrado sua versatilidade na abertura do festival com uma performance que misturou várias técnicas, como o balé clássico, o jazz moderno e a dança de rua. "Anatome" é um espetáculo, essencialmente, de dança urbana tendo, como base, a arte libertária de Jean-Michel Basquiat (1960-1988), artista gráfico e que cultivou uma grande amizade com Andy Warhol. O palco para o grupo foi o próprio chão do estacionamento do Parque Eduardo Gomes que foi, também, o cenário para as projeções das obras do canoense Fabiano Gummo. Os oito bailarinos de rica expressão corporal e cênica, apresentaram a Canoas visível e invisível, inclusive com uma alusão ao trem que corta o município e leva pessoas apressadas ao trabalho mergulhadas em seus sonhos e angústias. Brincou com pop art, com o grafite e a linguagem das ruas num espetáculo de grande força visual e com uma trilha que teve de tudo, de jazz ao merengue, de Janis Joplin a intervenções sonoras. "A obra de Basquiat traz para as artes visuais o trabalho das ruas. Basquiat foi o oxigênio das artes e esses bailarinos também são oxigênio. A dança é o oxigênio dessa cidade", diz a coreógrafa Carlota Albuquerque.
Surpresas no final
Aplaudidos empé por um público entusiasmado que foi chamado a dançar junto com a companhia no final do espetáculo, o grupo que é resultado de mais de 13 anos de luta por um coletivo de dança em Canoas, recebeu uma notícia que deve ser muito comemorada. O prefeito Jairo Jorge, que até arriscou um passos em meio aos bailarinos, anunciou a criação, a partir deste coletivo, de um corpo de baile municipal. "Uma companhia que vai fazer muito bonito em Canoas, no Brasil e no mundo", completou o prefeito. E mais uma surpresa: o Coletivo, futura companhia de dança de Canoas, foi convidado a integrar a programação do próximo Porto Alegre Em Cena, que acontece em setembro.
O legado do festival
Com um investimento de R$ 73,5 mil, cobrindo a totalidade dos custos como passagens áreas, cachês, produção e infraestrutura, o festival deixa um legado de valorização da dança em Canoas. Com atividades como a Seletiva do Festival Internacional de Hip Hop, as apresentações de rua e o 3º Gala de Dança, artistas canoenses puderam compartilhar experiências com grupos de fora da cidade e até do país. "Esse intercâmbio é mais um ponto na valorização da produção artística local", comentou o secretário adjunto da Cultura, Eduardo Paim.
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