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Gustavo Garbino
O músico e escritor Thedy Corrêa falou, na tarde desta segunda-feira (22), para um Auditório Luis Fernando Verissimo completamente lotado.
O músico e escritor Thedy Corrêa falou, na tarde desta segunda-feira (22), para um Auditório Luis Fernando Verissimo completamente lotado. Tanto que um telão foi colocado na parte da Área Central para que mais pessoas pudessem acompanhar o encontro.
Vocalista da banda Nenhum de Nós, Thedy falou de tudo, de música, das origens do grupo, literatura mas, principalmente, de vida. O músico discorreu muito sobre a diferença entre quem tem algum conhecimento a partir dos livros e quem não tem, sobre o como é importante saber contar uma boa história, e não apenas no intuito de escrever livros, mas de se portar cotidianamente. Como falava principalmente para adolescentes, Thedy contou um pouco de como algumas das músicas do Nenhum de Nós nasceram, como a célebre "Camila, Camila". "Ela fala de uma história verdadeira de violência contra a mulher. Talvez por isso ela toca até hoje, por se tratar de um assunto sobre algo que ainda acontece e muito", disse o músico.
Thedy, com uma linguagem de aproximação com os habituais inquietos jovens, fez o auditório ficar num completo silêncio ao contar uma extensa, mas instigante história de um casal, entre idas e vindas do amor e que inspirou uma das canções do grupo, "Eu Não Entendo", mas não se furtou de brincar bastante com o público. "A importância da literatura está nisso. O caminho entre uma história que é contada e depois transformada em letra de música passa pelo íntimo contato com os livros", concluiu Thedy que, aos nove anos de idade escreveu seu primeiro livro, "Sótão Mágico", inspirado por idas à Feira do Livro de Porto Alegre. Mas não foi só conversa. Teve música também e uma surpresa: a primeira música que cantou foi "Você Vai Lembrar de Mim", e sem combinar, chamou o músico canoense Vinícius Oliveira, que estava na plateia, para tocar junto. Depois ainda vieram os clássicos "Camila, Camila" e "Quase Amor".
O público questionou sobre a inspiração do músico para escrever as canções. "Gosto de escrever músicas sobre fatos. Eu achava que essa coisa de roqueiro escrever música pra filho um pouco idiota e acabei provando do meu próprio veneno. Eu tenho uma música do disco novo que fiz pra minha filha", brincou o músico que revelou ser um grande admirador da obra de Caio Fernando Abreu, "um escritor que colocava as coisas de modo muito intenso". A sessão de autógrafos de "Noite Ilustrada", seu terceiro livro, foi uma das mais concorridas até então na 31ª Feira do Livro de Canoas. A obra, segundo o autor, é a soma de contos poéticos, todos os poemas foram escritos para esse livro.
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