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Os Centros de Artes e Esportes Unificados já são uma realidade no Brasil em se tratando de modelo de participação popular e de inclusão social. Estão espalhados por todo o país e existem vários em andamento no Rio Grande do Sul. Os CEUS integram, num mesmo espaço, programas e ações culturais, práticas esportivas e de lazer, formação e qualificação para o mercado de trabalho, serviços socioassistenciais, políticas de prevenção à violência e de inclusão digital, para promover a cidadania em territórios de alta vulnerabilidade social das cidades brasileiras. Por meio da parceria entre União e municípios, estão sendo construídos 357 CEUs, com unidades já inauguradas nas cinco regiões do país. A gestão dos CEUs é compartilhada entre as prefeituras e a comunidade, com a formação de um Grupo Gestor, que fica encarregado de criar um Plano de Gestão, e também conceber o uso e programação dos equipamentos. Para potencializar a participação social, o Ministério da Cultura realiza amplo mapeamento sociocultural dos Territórios de Vivência dos CEUs, como estratégia de mobilização social das comunidades locais. Esse material auxilia na ativação dos territórios, com visitas do MinC aos municípios para reuniões de validação dos mapeamentos juntamente aos gestores e comunidade.
Em Canoas, ele será implantado no bairro Rio Branco, nas proximidades do Escola Monteiro Lobato, no Bairro Rio Branco. Com cerca de 3000 m2 e um custo de mais de R$ 2 milhões, todas as decisões sobre o formato e uso deste aparelho estao sendo decididos por representantes da comunidade e com participação de representantes das secretarias envolvidas no projeto, como a Cultura e Segurança Pública.
Desde setembro de 2014, reuniões, as chamadas oficinas, estão sendo realizadas onde se discutem temas como a gestão dos aparelhos, desde as regras de utilização como horários, o que ou não poderá ser feito, uso e programação. As reuniões têm sido realizadas na escola Monteiro Lobato com grande participação de lideranças comunitárias e mostra de talentos como a recente apresentação do Grupo Nova Geração.
A preparação
Maria Estela Stuani Oliveira Fagundes é quem está coordenando as oficinas de mobilização social em preparação à inauguração da praça, que deve acontecer no segundo semestre deste ano. "Paralelo à obra, o Ministério da Cultura prevê que sejam desenvolvidas essas oficinas que têm o objetivo de construir, com a comunidade, a ideia de uso dessa praça, que é um equipamento público. Cada encontro tem um assunto diferente. Nos primeiros, o trabalho foi focado no sentido do pertencimento da comunidade com o bairro e a relação desse pertencimento com a chegada dessa praça, além do resgate histórico do bairro", diz a coordenadora. Maria Estela faz uma relação com a casa das pessoas, de como ela é preparada para a chegada de uma visita, por exemplo. "A gente tem falado muito com a comunidade no sentido de que a praça é como se fosse a casa da gente. E estamos pensando junto em como vamos arrumar essa casa, como vai ser o funcionamento", completa.
Para tanto, a partir da terceira oficina foi constituído um Conselho Gestor, construtivo, deliberativo e fiscalizador, que é por onde vai passar todas as questões que envolvem essa praça, desde a programação até a relação com o poder público que trará as atividades de suas secretarias que poderão dialogar com a comunidade. O Conselho permanecerá, no primeiro instante, por dois anos, e depois será realizada uma nova eleição para o tal. "O mais interessante que percebemos é que, independente da obra de construção da praça ter seus eventuais atrasos pertinentes e comuns a obras de grande porte, a comunidade tem compreendido o seu papel de participação nesse projeto", comenta a coordenadora. "Esse espaço é da comunidade, é legítimo. Porque eles sabem que tudo o que está sendo decidido é fruto da participação, e aqui também é um espaço de prevenção da violência, com atividades em esportes, em arte e cultura".
Participação
A diretora da Escola Monteiro Lobato, Cristina Rodrigues, é uma das mais entusiasmadas com a chegada da praça. "É uma comunidade com poucas possibilidades para a prática de esportes, de desenvolver a cultura, de colocar as suas potencialidades para os próprios elementos da comunidade. Nós vamos fazer um trabalho integrado com o Conselho Gestor da praça e nossa expectativa é que, além da comunidade, nossos alunos também tenham um local para desenvolver talentos musicais, talentos artísticos", diz a diretora que, assim como os professores, têm incentivado a participação dos pais dos alunos nas oficinas. "Pretendemos estar na praça diariamente", concluiu a professora.
O morador Dirceu Guedes Vasquez, da Associação São Luiz, se diz satisfeito com o que está sendo feito. "A gente luta por Canoas. Antigamente ninguém vinha nesse canto aqui, que era chamado de Canto do Rio, hoje tem rua asfaltada, tem tudo, isso melhora nossa qualidade de vida. E agora vamos ter um lugar pra sentar, tomar um chimarrão, ver a gurizada praticando esporte, essas coisas que deixa a gente feliz".
Jorge Luiz, presidente do Conselho local de Saúde, integrante do Grupo Nova Geração e um dos gestores do CEUS, diz que o espaço será de grande valia para a comunidade. "Não só crianças, mas os adultos também vão poder participar. Isso é muito importante, ter pai e mãe presentes. As vezes os pais colocam os filhos numa atividade e nem vão ver quem é o professor", diz Jorge que também acha que não só a escola deve contribuir para a formação das crianças.
A próxima oficina de preparação acontece no dia 30 de junho, a partir das 18h30, na Escola Monteiro Lobato (Rua Montenegro , 1113, Bairro Rio Branco).
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