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O sucesso da 31ª Feira do Livro de Canoas pode ser medido de muitas formas. Com a forte presença do público nas alamedas da Praça da Bandeiras e nos muitos eventos que faziam parte da agenda; na satisfação de muitos em dizer que gostaram da realização do evento na praça que estava com uma boa estrutura; com a diversidade de atrações culturais e, claro, com os números.
Esta edição fechou com a marca de 25.679 livros vendidos, totalizando mais de R$ 366 mil, o que representa um aumento real, em relação a 2014, de 2,14% no número de livros vendidos, e de 2,97% no valor de venda. Em média, cada comprador levou para casa 3,8 livros e 25% do público que foi entrevistado pela organização da feira disse ter ido ao evento cultural pela primeira vez. A infraestrutra da Feira foi elogiada, com notas entre 9 e 10 para 72% dos entrevistados e 82% deles aprovou a programação desta edição. Todos os 3 mil bônus-livros de R$ 20 distribuídos à rede municipal de Ensino foram utilizados na Feira. Os agendamentos para as atrações, entre palestras e apresentações teatrais, somaram 43.833 pessoas e o público circulante ficou na casa das mais de 300 mil pessoas.
Encerramento com Coral e muitos agradecimentos
A cerimônia de encerramento da 31ª Feira do Livro de Canoas foi brindada com a apresentação do Coral de Canoas, que está completando 50 anos de artividade. O grupo vocal interpretou, entre outras, canções de Leonard Cohen e uma homenagem a Nelson Mandela.
O secretário municipal de Cultura, Luciano Alabarse disse que, quando se planeja um evento desse porte, a partir de se início, estamos diante do imponderável. “A cultura é efêmera. Quando uma feira acaba, ela fica apenas na memória. Há algo muito poderoso na perpetuação de um evento cultural. Nossa feira não termina e é de momentos fortes que se faz uma feira, com a força da cultura local, nacional e internacional”, disse Alabarse em agradecimento a todos que colaboraram, em especial ao prefeito Jairo Jorge e sua vice, professora Beth Colombo, que não mediram esforços para a sua realização. “Queremos levar essa feira ao seu destino: ser um dos mais importantes eventos culturais do Rio Grande do Sul. Que nossa feira nos represente fora daqui”, comcluiu.
O prefeito Jairo Jorge elogiou o Coral de Canoas pela sua longevidade e qualidade e agradeceu a presença, ali no encerramento, do romancista cubano Leonardo Padura que, na noite anterior, ao lado de Frei Betto, encantou a todos com suas opiniões sobre literatura e sobre o futuro de Cuba. “Agradecemos a tua sensibilidade, teu carinho, foi uma honra para todos nós te receber em Canoas, espero que leve um pouco dessa cidade contigo”, disse Jairo Jorge que, logo depois, entregou um buquê de flores para a patrona da Feira, a professora Moema Cavalcante, simbolizando o agradecimento a todos os escritores canoenses.
O prefeito lembrou uma célebre frase do escritor argentino Jorge Luis Borges, que imaginava o paraíso como uma grande biblioteca. “A Feira é um paraíso pra gente”, completou. “O primeiro livro que ganhei, ‘O Peixinho Valente’, trazia a história singela da luta de um peixe pequeno contra um grande tubarão, vencida com a ajuda de muitos amigos. Minha vida foi um pouco pautada por esse livro. Só pude ler através das bibliotecas públicas. A Biblioteca Pública é o farol do conhecimento que temos temos de manter vivo. Segunda-feira já começamos a pensar a 32ª edição da Feira. Que a gente possa, em 2016, fazer ela ainda mais brilhante, com mais energia e mais calor humano”, concluiu.
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