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Um dia para guardar na história cultural de Canoas. Assim pode ser definida a manhã desta quinta-feira (20), quando foi assinada, oficialmente, a Ordem de Serviço para o tão aguardado restauro da emblemática Casa dos Rosa, localizada na avenida Victor Barreto. Participaram do ato o prefeito municipal Jairo Jorge; a vice-prefeita Beth Colombo; o secretário municipal da Cultura, Luciano Alabarse; a primeira-dama e secretária de Projetos Especiais, Captação e Inovação, Thais Pena; o subprefeito da região Centro, Marcus Vinícius Machado; e o engenheiro responsável pela obra, Antônio Tadeu Motter, representando a empresa Interativa Construções Ltda, vencedora da licitação para a obra.
O prefeito Jairo Jorge lembrou todo o processo que envolveu a Casa dos Rosa até esse momento. Do desejo de, ainda quando trabalhava na Ulbra, de que a Casa se tornasse um espaço cultural, até o tombamento do prédio, nos primeiros meses de seu primeiro mandato de prefeito, em 2009 o que impediu, assim como foi feito na Villa Mimosa, de que algum empreendimento imobiliário se desfizesse desse patrimônio. "Temos a convicção de nós vamos recuperar um espaço para que a memória da cidade seja preservada. A Cultura é muito falada durante a campanha, mas esquecida na administração. Não aqui. A Cultura une a cidade e tem a participação ativa de seus protagonistas. E isso é que fará com que Canoas se transforme em uma cidade cada vez mais atrativa", disse.
"Esta é a obra de número 103 que está em andamento em Canoas. Nós estamos dizendo que não vamos participar da crise", avaliou o prefeito Jairo Jorge que ainda falou que está em andamento o processo de captação de recursos para o Parque das Taças, que vai se unir à Casa dos Rosa, criando um espaço diferenciado de cultura, lazer e contato com a natureza no coração da cidade. E essa é uma obra que está no coração de cada canoense", falou o prefeito.
O secretário Luciano Alabarse declarou que o ato é uma injeção de ânimo, "de adrenalina, que renova a crença, a esperança que tudo na vida pode ficar melhor. De fazer que a gente acredite, sim, que há um governo preocupado com a cidade. É uma alegria saber que daqui a algum tempo terá um grande espaço cultural em Canoas".
Símbolo do início do povoamento de Canoas, a Casa foi construída no começo do século XX, em estilo francês. Tombada pelo município em abril de 2009, a Casa dos Rosa vai abrigar um museu da cidade.
Previsão de um ano
As obras de restauração, num valor total de R$ 1,7 milhão, ainda estão bem no início, com avaliações e retirada de entulhos da local, que passou por dois incêndios. O engenheiro Antônio Tadeu Motter disse que a grande preocupação é recuperar as condições da época da construção, data do início do século XX (provavelmente 1904). "O piso de madeira será mantido, mas sobre uma base de concreto pré-moldado. A casa terá praticamente de ser desmontada e remontada novamente, com os itens restaurados. Mesmo com mais de cem anos, o imóvel mantém, intactos, o ladrilho hidráulico da cozinha e banheiro do primeiro piso, a escada em madeira trabalhada, ornamentos das janelas e portas. E, aos poucos, foi revelada a escariola original do prédio, uma espécie de revestimento que foi aplicado nas paredes".
História
Situada na avenida Victor Barreto nº 2186, a Casa dos Rosa é um importante ponto referencial para o estudo da evolução urbana e social de Canoas, como também, da família, cujo sobrenome lhe é atribuída. Mais que uma residência de veraneio do início do século XX, a casa em estilo chalé de chácara, com telhas em estilo francês e adornos lambrequins em sua composição original, é datada do início dos anos 1900 (provavelmente 1904, segundo fontes consultadas), sendo possivelmente, uma das construções mais antiga da cidade, ainda remanescente, segundo Israel Tavares Boff, gerente de Patrimônio Histórico da Secretaria Municipal da Cultura.
A pesquisa realizada pela Unidade de Patrimônio Histórico, Arquivo e Museu da SMC sobre esta residência nos faz mergulhar nos primórdios da formação da cidade e na história de seus primeiros habitantes e veranistas. Canoas nasce paulatinamente a partir da transformação de grandes áreas de terras da Fazenda do Gravataí em "lotes de luxo" para aquisição das abastadas famílias das altas classes de Porto Alegre. Estudos recentes apontam o casal Antônio Lourenço Rosa e Josephina da Rocha Rosa como primeiros proprietários de alguns desses lotes, excetuando-se a hipótese desta casa ter pertencido a John Mc Ginity, tese amplamente difundida e conhecida na cidade, porém, sem comprovação de fontes. Dentro desta perspectiva, a Casa dos Rosa contaria, hoje, com aproximadamente 111 anos de existência.
Confira (aqui) a entrevista com o prefeito jairo Jorge.
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