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A Casa das Artes Villa Mimosa abriu suas portas para apresentar um diálogo ímpar entre o modernismo na poesia, cinema e literatura. É a exposição “Só Lâminas”, do artista plástico multimídia Nuno Ramos, trazida pelo Departamento Nacional de Cultura do Sesc, em parceria com o Sistema Fecomércio/RS e Sesc Canoas.
Além dos convidados, a abertura contou as presenças da primeira-dama e secretária de Projetos Especiais, Captação e Inovação, Thais Pena; do secretário municipal de Cultura, Luciano Alabarse; do gerente de Cultura do Sesc, Sílvio Alves Bento; e de representantes do Sesc Canoas.
Representando o prefeito municipal Jairo Jorge, a secretária Thais Pena ressaltou que tanto ele, como a administração, entende o papel que a cultura tem na formação das pessoas e destacou o trabalho que o Sesc vem fazendo em Canoas. “A vinda do Sesc, com a qualidade das pessoas que aqui trabalham, nos dá uma imensa alegria, e a certeza de grandes eventos culturais, como essa bela exposição”, disse a secretária.
O secretário Luciano Alabarse reforçou também que, sem a parceria com o Sesc, Canoas não teria uma oportunidade como essa para poder ver e se inspirar com a qualidade do trabalho de Nuno Ramos. “Essa é uma exposição feita especialmente para o Sesc/RS e que ganhará alcance nacional”, disse Sílvio Bento que, aproveitou para anunciar que, muito em breve, ainda em dezembro, Canoas ganhará sua sede do Sesc que, contará, entre outros aparelhos, um teatro para mais de 350 pessoas, biblioteca e espaços de convivência.
A exposição
“Só Lâminas” faz parte da intensa pesquisa que Nuno Ramos, desde os anos 80, vem desenvolvendo a respeito das possibilidades que existem para a superfície bidimensional da tela. São 11 desenhos que dialogam com a poesia de João Cabral de Melo Neto em sua construção e apresentação. A exposição traz ainda uma vídeo instalação. A visitação poderá ser feita até 20 de dezembro, diariamente, das 13h às 18h. Visitas mediadas devem ser agendadas previamente pelo telefone (51) 3428-5789, sendo possível programar também para turno da manhã, de segundas a sextas-feiras, a partir das 9h.
O artista
Nuno Ramos é escultor, pintor, desenhista, cenógrafo, ensaísta e videomaker. Cursou filosofia na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. Trabalhou como editor das revistas Almanaque-80 e Kataloki e começou a pintar em 1983, quando fundou o ateliê Casa 7, com Paulo Monteiro, Rodrigo Andrade, Carlito Carvalhosa e Fábio Miguez. Realiza os primeiros trabalhos tridimensionais em 1986. No ano seguinte, recebe do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo a 1ª Bolsa Émile Eddé de Artes Plásticas.
Em 1992, em Porto Alegre, expôs pela primeira vez a instalação 111, que se refere ao massacre dos presos na Casa de Detenção de São Paulo (Carandiru) ocorrido naquele ano. Publicou em 1993, o livro em prosa “Cujo” e, em 1995, o livro objeto “Balada”. Venceu, em 2000, o concurso realizado em Buenos Aires para a construção de um monumento em memória aos desaparecidos durante a ditadura militar naquele país. Em 2001, publicou o livro de contos “O Pão do Corvo”. Sua pintura é influenciada por Julian Schnabel e Anselm Kiefer. A partir de 1985, passou a utilizar tinta a óleo sobre tela. A massa de tinta tornou-se mais espessa e as formas, mais abstratas.
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