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Em breve as temperaturas vão subir de vez e estabilizar um clima mais ameno com a chegada da primavera. Normalmente, basta essa mudança para que a solidariedade despertada pelo inverno seja deixada de lado. Mas não é só nesta estação que a população carente precisa de doações de roupas, calçados e alimentos. “Canoas é um dos poucos municípios que tem uma Defesa Civil com atuação contínua e não só nos meses mais frios ou nas situações de calamidade. E os canoenses, por saberem disso, já entraram no espírito de doar o ano todo”, afirma o secretário especial da Defesa Civil da cidade, tenente-coronel Rodolfo Pacheco, que junto com sua equipe recebeu da Associação das Entidades Tradicionalistas de Canoas (AETC) mais de 3 mil peças de roupa e cerca de 800 brinquedos neste domingo (17).
O montante foi arrecadado em uma gincana já tradicional promovida pela associação dentro da programação da Semana Farroupilha de Canoas, e a entrega aconteceu lá mesmo, no Parque Eduardo Gomes. “Como estamos com uma nova gestão municipal, a gente vem acompanhando os trabalhos de perto e percebemos que a Defesa Civil de Canoas não atende só em momentos de emergência, como temporais e alagamentos. Por isso nós a escolhemos para receber as doações deste ano”, revela a diretora de Cultura da AETC, Lorena Winckler. Segundo a dirigente, em cada edição é selecionada uma entidade para destinar as arrecadações. “Ficamos observando quem faz um trabalho social sério, guiado por uma boa conduta”, completa ela.
Ao todo, seis equipes de 20 pessoas cada participaram da competição cultural, que resgatou o tradicionalismo e trouxe brincadeiras antigas como Cinco Marias, Corrida do Saco e Perna de Pau. Quem nasceu em algumas décadas antes teve vantagem na hora de jogar, mas o resultado foi o mesmo para todos: ajudar centenas de famílias carentes da cidade. “Temos lista de espera para receber donativos e é para lá que tudo isso vai", garante Pacheco. Com trabalho incessante de janeiro a dezembro, a Defesa Civil multiplicou o número de atendimentos de alguns anos atrás. “Até 2012, a média anual era de aproximadamente 110 atendimentos. Só em 2017 já atendemos mais de mil ocorrências em menos de nove meses”, revela o tenente-coronel, que acrescenta o pedido de doação de móveis e utensílios para aqueles que perdem tudo em incêndios ou enchentes.
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