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A tarde desta quinta-feira, 9, foi intensa na Praça da Bandeira, com a presença do cineasta Jorge Furtado e outras atrações de teatro e contação de histórias. Iniciou, há pouco tempo, o debate sobre o filme "Houve uma vez dois verões", onde participam o seu diretor (Jorge Furtado) e o presidente do Instituto Estadual de Cinema (IECINE), Beto Cassol. Dezenas de professores e alunos, além de outros circulantes da feira, assistem o debate no espaço do Cine Literário, na Praça da Bandeira.
Enquanto isso, no espaço do Sesc, o Boneco Juca prossegue sendo atração da na contação de histórias para crianças de escolas de educação infantil do município. Já no auditório Moacyr Scliar, o escritor Kalunga dá um tom especial em sua interação dinâmica, apoiado em canto e violão. Nesse clima, as crianças presentes cantavam com o escritor, em uma combinação de linguagens.
Caminhos do cinema
Citando autores célebres da literatura universal, como Franz Kafka, Furtado analisou o processo criativo na literatura. "As pessoas te contam histórias e você vai contando, e um dia você conta essas históiras para outras pessoas. E, asssim, as histórias vão andando", diz. Logo na entrada, o cineasta foi surpreendido com um canto de "parabéns a você", uma homenagem da platéia, ao ser informada que o visitante faz aniversário hoje.
A proposta inicial de um debate terminou por se converter em palestra, pelo nível de interesse dos presentes na história e obras do cineasta. Ele também relatou histórias de infância, que inspiraram essa produção. Nesse momento, o público presente, de várias idades, realiza perguntas a furtado.
Trechos da fala de Jorge Furtado (durante o debate).
A criação
Todo filme que a gente faz é uma mistura de memória (lembra), imaginação (inventa) e observação (presta atenção).
Fazer cinema hoje
Dá para fazer cinema de forma muito simples. O Ilha das Flores, por exemplo, foi um filme muito barato. Dá para fazer em casa um filme, você tem que ter uma história para contar e uma imagem bacana. Não tem mais desculpa para não se fazer cinema. A gente filmava com sobra de negativo, e hoje tem mutios mais recursos disponíveis.
Música
Muitas vezes eu escrevo as cenas pensando na música. Em O homem que copiava, algumas cenas foram feitas pensando na música. Nesse filme, eu pesquisei todas as músicas que estão ali. O resto são todos bandas gaúchas.
O que move
A vontade de dividir com alguém um sentimento, uma criação. É uma maneira de se expressar.
Prazeres
O que mais gosto é de ler, gosto muito de dirigir também, de música e de desenho.
Trabalho
Estou filmando esse ano sem parar. É ótimo, porque é uma equipe de cerca de 70 pessoas.
Ficção
Meus filmes longas de cinema são histórias originais, eu inventei. Assim como a maioria dos meus curtas.
Dinheiro
Se tu gosta de fazer alguma coisa, mesmo, você vai acabar fazendo bem. E se você fizer uma coisa bem feito, você vai ganhar dinheiro. Porque as pessoas gostam de coisas bem feitas.
Cinema e Literatura
É a música da Luz (Citando Abel Gans). Mas o livro pode ser assim também, um mergulho. O cinema cria imagens, mas a literatura cria imaginação. Quando tu lê, tu imagina. Ao filmar, eu tenho que transformar as idéias em imagens. Quando faço um filme, eu imagino um monte de coisas para vocês. Mas no livro, vocês imaginam tudo. Cada vez que tu volta no livro, ele é outro livro. Por isso eu espero que vocês vejam muitos filmes e leiam muitso livros.
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