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Um misto de reflexão e emoção marcou, há pouco tempo, a palestra e espaço para perguntas no "Encontro com o escritor" Jorge Martins, ex-menino de rua em Novo Hamburgo e em Porto Alegre. "Morava em um barraco, com chuva frio e ventos. Minha vó me colocava no teto para os bichos não me manter", declarou.
Em um tom tranqüilo, mas também emocionado, Jorge contou a sua história, que deu origem ao livro "Meu nome é Jorge". Após abandonado pelos pais e passar fome, frio e todo tipo de perseguição, ele contou como se manteve forte e dispoto a "ser alguém" - conforme promessa que teria feito à sua avó, que o criou, durante seu leito de morte. "Tudo que trago de bom, herdei dela. Após sua morte, meu tio me rejeitou", relatou. Tendo perambulado pelas ruas, dormido embaixo da casa, e até em um cemitério, Martins diz ter sido preso e tentado se suicidar por duas vezes. Porém, um dia conseguiu um trabalho de lavador de louças, onde teria sido o começo de sua nova vida, conta o autor.
Literatura como missão
Sobre seu livro, o autor disse tratar-se de parte de sua missão por trilhar um caminho correto. "Não foi porque eu escrevi, pra que eu escrevi: Mudar comportamentos, mudar paradigmas. E acho que estou tendo essa contribuição. E se eu conseguir salvar um jovem", explica. Jorge Martins também teve participações na TV e no Cinema, no filme O homem que copiava. Atualmente, também realiza palestras sobre sua história. Após sua fala, colocou-se a disposição da platéia para perguntas.
Palavras de Jorge:
Leitura
É conhecimento, é vida, é experiência, é isntrução. Importantíssima.
Infância
O mais difícil foi a falta de estrutura familiar, porque é a base de toda criança e adolescente. E isso faltou para mim.
Raiva
Depois de tudo que eu passei, todas dificuldades, foi muito importante eu me despojar de certos sentimentos, de não ter raiva.
Filho
Eu consegui me cuidar para não deixar um jovem pelas ruas, como eu fui, para ter uma estrutura financeira e criar esse filho com dignidade.
Outras atrações
Paralelo à atividade do auditório, prossegue intenso movimento nas bancas de livreiros do Calçadão e na Praça da Bandeira. Neste último local, também o Cine Literário exibe filmes premiados, e no Espaço do Sesc, encerrou há pouco o teatro infantil "O desaparecimento do Sol", com o grupo Fantomania, que teve lotação de estudantes na platéia.
Nesse momento, começam a chegar turmas de estudantes de E.M.E.Is para assistirem o lanaçmento do livro "Thalita, a boneca de pano", da escritora Márcia Carol.
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