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Autores da literatura que fazem quadrinhos debateram com estudantes e outros interessados na manhã desta segunda-feira, no auditório Moacyr Scliar da 27ª Feira do Livro de Canoas, na Praça da Bandeira. Rafael Coutinho, Daniel Galera e Daniel Pellizzari, autores do livro Cachalote, editado por Quadrinhos na Cia, revelaram como ocorre o processo de criação, mediados por Mau Mau. Todos defenderam a produção de obras originais e não a adaptação de romances ou outro gênero de literatura.
Idéias
Rafael, que é filho do cartunista e autor de HQ Laerte, formou-se em artes plásticas e faz quadrinhos desde 2000. Disse que sempre preferiu histórias para adultos e não simpatiza com super heróis. Rafael considera que atualmente o quadrinho nacional vive a sua segunda "fase de ouro". A primeira foi nos anos 80, após a fase da ditadura.
Galera, também roteirista, desenha desde os 13 anos, vendeu muito fanzine nas ruas, que criava na base da imitação. Ele considera que a HQ é uma forma de contar histórias ainda vista de forma preconceituosa, mas que não deve ganhar status de literatura.
Pellizzari, que é tradutor, começou escrevendo fanzines com histórias de horror, avalia que os escritores de literatura preocupam-se muito em demonstrar profundidade. "Os personagens têm que falar coisas significativas", afirmou. Para ele, quadrinho tem mais a ver com cinema. Atualmente, Pellizzari trabalha nas séries de quadrinhos Água Peluda e Aventuras do Senhor Fortão e Mirim.
No final, os convidados respoderam a perguntas dos presentes e autografaram Cachalote.
Às 10h ocorreu a Usina de Quadrinhos, encontro com o escritor Felipe Longhi Malheiro, autor do livro Dos sonhos e seus efeitos colaterais.
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