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Literatura e quadrinhos são linguagens diferentes e cada uma tem seu espaço e importância. Essa foi a tônica do bate-papo de Edgar Vasques e Cláudio Levitan com estudantes, na noite desta segunda-feira, na Usina de Quadrinhos da 27ª Feira do Livro de Canoas. O tema proposto para os convidados foi Adaptação literária para os quadrinhos, com mediação da professora de Letras da Ulbra Maria Alice Braga. Eles utilizaram o exemplo recente, a transformação da peça Tangos e Tragédias em HQ, publicada pela LP&M, que teve roteiro de Levitan e desenhos de Vasques, para explicar o processo. "Quadrinhos são cinema feito a mão", resumiu Vasques.
Levitan e Vasques também demonstraram que o desenho foi a primeira conquista intelectual da humanidade, observando que toda a criança desenha, mesmo antes de aprender a ler e escrever. Também citaram a reprodução de animais e cenas cotidianas desenhadas pelos homens das cavernas. Edgar Vasques comentou, ainda, que as obras literárias devem ser lidas no original, pois toda a adaptação - para quadrinhos, cinema ou teatro - gera mudança de linguagem.
Quem são
Edgar Vasques, 61 anos, nascido em Porto Alegre, é chargista, cartunista e aquarelista. Foi o primeiro escritor publicado pela editora gaúcha LP&M. Seu personagem mais conhecido é o anti-herói Rango, que representava a resistência à ditadura militar na década de 70. Publicou charges em diversos jornais brasileiros e do exterior e é autor de vários livros de caricatura.
Cláudio Levitan também é porto-alegrense e autor de espetáculos infantis como A maldição do castelo. Publicou Porão misterioso pela LP&M, adaptou Pé de Pilão, de Mario Quintana para quadrinhos e participou de várias antologias de contos. É roteirista e músico, com três CDs gravados.
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