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Na noite desta terça-feira, 14, mais uma vez a literatura predominou na 27.ª Feira do Livro de Canoas, atravessando espaços e linguagens, com destaque para os Sarau Terça Santa, que contou com a presença do escritor pernambucano Marcelino Freire, em uma interação que combinou música, recital de poesias e debate.
Se o dia foi marcado por intensas visitações de estudantes do ensino infantil e fundamental, à noite foi a vez do público do ensino médio, EJA (Jovens e Adultos) e universitários. Música, teatro, poesia e bate-papo, sempre tendo o livro e a leitura como tônica, foram as atrações na Praça da Bandeira.
MPB embala Café
Em um clima poético, como ponto de encontro entre a literatura e a melodia, o Café Literário foi espaço especial no final da tarde, com o talento da voz e violão do cantor canonense Edgar Bassualdi Pereira, o Laco. Atualmente residindo no litoral norte gaúcho, Laco disse que reencontrou-se com a cidade, no clima da feira. "A feira é um espaço propício para resgatar esses clássicos da música popular, que muita gente gosta, mas não tem onde ouvir", declara.
O cantor brindou os presentes com canções de Milton Nascimento, Djavan, Tim maia, além de composições próprias. "Costumo escrever com música, uma canção influencia no que se escreve, te dá sentimento", diz a acadêmica de sociologia Ana Letícia, sentada em uma mesa próximo ao palco do Café Literário. Em certa altura, o xerife Inácio Longhi foi chamado ao palco, acompanhando, com seu sax, algumas canções ao lado de Laco.
Teatro e Sarau
Em seguida, o teatro tomou lugar da música por algum tempo, e a atração se transferiu para o auditório Moacyr Scliar, com a leitura dramática de "A festa no castelo" e o Exército de um homem só", pelas acadêmicas de letras do Unilassale. "Estamos apresentando pela primeira vez esse trabalho, que tem a coordenação da professora Lúcia Rosa", explica uma das quatro integrantes. E do teatro, o salto para a música se fez suavemente, sempre com a ponte da palavra. Era a vez do sarau "Terça Santa", uma miscelânia de poesia e debate.
Com a participação do escritor pernambucano Marcelino Freire, a atriz Juçara Gaspar e o músico Luciano Alves dominaram as atenções da platéia. Na abertura, de "aperitivo", Juçara declamou poemas de Celíclia Meireles, Tiago de Melo, Ferreira Gullar, Carlos Drumond de Andrade e Mário Quintana. No seguimento, Luciano tocou algumas de suas composições.
Para finalizar, com a mediação do produtor cultural e escritor Jari da Rocha, foram feitas leituras do trabalho de Marcelino Freire, particularmente de seu livro "Rasif - Mar que arrebenta", uma referência à Recife e Pernambuco, lugar onde cresceu. "É um livro que fala de saudade", declara o escritor, que mora em SP há 20 anos. "O escritor tem que circular. Adoro esses encontros da feira, porque venho falar do que gosto". Sua fala foi dividida entre comentários, músicas, leituras dramáticas e perguntas da platéia, que o escritor respondeu com humor, relembrando experiências e comentando sua técnica literária.
A feira prossegue até dia 19 com as 39 bancas e atrações especiais na Praça da Bandeira. Nesta quinta-feira, 15, te Mostra de Fotos, Roupas e Documentos da comunidade negra (Bankoma Sul). Além disso, às 9h, tem o Encontro com o escritor, com Anna Cláudia Ramos, entre outras atrações.
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