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A melodia encantadora do Jazz vai invadir Canoas no mês de abril, coroado com atrações de peso, como a Spokfrevo Orquestra. O Festival Canoas Jazz, realizado pela Prefeitura de Canoas, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, vai envolver, durante todo o mês, apresentações, palestras, e até a inauguração de um espaço especial para os adoradores desse gênero, que devem atrair visitantes a diferentes pontos da cidade.
Formada por 18 jovens músicos pernambucanos, a orquestra surgiu em Recife, em janeiro de 2001, dando ao frevo um tratamento diferenciado, com arranjos modernos e harmonias que buscam a liberdade de expressão em improvisos, com clara influência do jazz. O Festival é aberto no dia 05, marcado pela inauguração da Audioteca, um espaço especial para os visitantes curtirem o Jazz, em um ambiente que vai dar um suporte especial ao Festival.
O Festival Canoas Jazz envolve quatro momentos, em locais específicos:
Inauguração da Audioteca, na biblioteca João Palma da Silva de 05 a 26 de abril
Jazz no Brique - Parque Getúlio Vargas (Capão do Corvo), dias 16 e 17 de abril
Universidade do jazz - workshop 18/19 e 20 de abril
Estação Jazz - nas estações de canoas do Trensurb de 11 a 24 de abril
Confira abaixo uma síntese do trabalho da Spokfrevo, pelo jornalista Júlio Moura.
(Reproduzido de http://www.biscoitofino.com.br)
O Frevo está para o Capibaribe como o Jazz para o Mississipi. A frase de Zé da Flauta, figura de proa da música pernambucana, margeia as intenções de Passo de anjo, primeiro CD da Spokfrevo Orquestra, um dos mais aclamados grupos da nova cena do Recife. Assim como as águas caudalosas do Mississipi irrigaram estilos musicais diversos, desaguando por todo o planeta, o curso do Capibaribe abastece afluentes múltiplos dos ritmos do Nordeste. Dentre eles, talvez o mais freqüentemente associado ao estado de Pernambuco seja o Frevo, que completa um século de existência - e resistência - em 2007.
Formada por 18 músicos, a orquestra surgiu em 1996 nos ensaios do bloco Na pancada do Ganzá, de Antonio Nóbrega, disposta a redimensionar o estilo ao abrir caminho para solos dos instrumentistas - prática típica do Jazz - que o maestro Spok (nome artístico de Inaldo Cavalcanti) classifica de liberdade de expressão: Uma coisa que sempre notei no frevo foi que o músico nunca teve oportunidade de se expressar, limitava-se a tocar o que o compositor escrevia na partitura, declarou Spok ao jornalista José Teles. O frevo é uma música única e diferente de todas, animada e com uma magia especial: a de passar felicidade - sentencia.
O álbum, gravado em 2004 e lançado a princípio de maneira independente, amplia sua visibilidade nacional a partir desta nova edição, via Biscoito Fino. O repertório alia frevos de verdadeiras instituições do gênero - os maestros Clovis Pereira Ponta de lança e Duda Nino, o pernambuquinho, além de Levino Ferreira Lágrima de folião, com participação de Antonio Nóbrega no violino, e "Mexe com tudo, gravada por Pixinguinha.
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