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O prefeito Jairo Jorge participa nesta segunda-feira, 28, do almoço de Lançamento do Théâtre Du Soleil, no Barra Shopping, em Porto Alegre.
Numa realização da Prefeitura Municipal de Canoas, em parceria com o Porto Alegre em Cena, a peça estará entre 6 e 11 de dezembro, no Parque Esportivo Eduardo Gomes, bairro Fátima. As apresentações vão ocorrer sempre às 20h.
Há exatos quatro anos o Théâtre du Soleil encantou o público gaúcho com as apresentações do espetáculo Les Éphémères, durante o 14º Porto Alegre em Cena. Na ocasião, foi construída uma réplica da Cartoucherie, sede oficial do grupo em Paris, no bairro Humaitá, em Porto Alegre. O grupo gostou da estada no Brasil e vice-versa. Agora, Ariane Mnouchkine volta ao sul do Brasil mas, desta vez, porém, a peça acontecerá em Canoas, numa realização da Prefeitura Municipal de Canoas, representada por Jairo Jorge, prefeito da cidade. O Porto Alegre em Cena é co-realizador do projeto.
Os náufragos da louca esperança (Les naufragés du Fol Espoir) é uma criação coletiva do grupo Théâtre du Soleil, escrita em parceria com Hélène Cixous a partir de ideia e encenação de Ariane Mnouchkine. A história é livremente inspirada num misterioso romance póstumo de Júlio Verne.
Rio de Janeiro e São Paulo assistiram ao espetáculo agora em novembro. No RS, a peça cumpre temporada de 6 a 11 de dezembro no Parque Eduardo Gomes, em Canoas. Os ingressos para estas apresentações começam a ser vendidos no dia 28 de novembro, às 9h, pelo site www.ingressorapido.com.br e pontos de venda desta empresa (serviço abaixo).
A turnê do Théâtre du Soleil no sul do país tem o apoio cultural da Embaixada Geral da França em São Paulo, Aliança Francesa Porto Alegre, Ingresso Rápido, Canoas Shopping e Timac Agro.
Os náufragos da louca esperança (Auroras)
Os náufragos do Jonathan, escrito por Júlio Verne no final do século XIX, motiva o mais recente espetáculo do Théâtre du Soleil, companhia francesa dirigida por Ariane Mnouchkine e formada por atores de variadas nacionalidades. Composto por duas narrativas paralelas, Os Náufragos da Louca Esperança (Auroras) apresenta, inicialmente, momentos anteriores à eclosão da Primeira Guerra Mundial, em 1914, quando pessoas fascinadas pelo cinema reuniam-se na guinguette Fol Espoir, onde desejavam filmar a ficção criada por Verne.
Nessa narrativa, ainda que alterados os lugares de origem e destino, emigrantes saem do Reino Unido a fim de alcançar a Austrália, mas, ao atingir as fronteiras da Patagônia, naufragam. Ali, os europeus enfrentariam os desafios da natureza e tentariam estabelecer, em meio ao isolamento, uma sociedade mais justa, igualitária e de inspiração socialista.
Aos 47 anos, o Théâtre du Soleil é uma das mais importantes e longevas companhias do teatro mundial. Em 2007, trouxe ao Brasil o espetáculo Les Éphémères.
O Théâtre du Soleil
Ariane Mnouchkine, nascida em 3 de março de 1939 em Boulogne-sur-Seine, é diretora de teatro e da companhia Théâtre du Soleil, que ela fundou em 1964 com seus companheiros da ATEP (Association Théâtrale dês Étudiants de Paris). Em 1970, o Théâtre du Soleil cria 1789 no Piccolo Teatro de Milão, onde Georgio Strehler acolhe e apoia com confiança a jovem companhia, que em seguida se instala na Cartoucherie, antigo edifício militar, abandonado e isolado no bosque de Vincennes, às portas de Paris.
O Théâtre du Soleil concebe imediatamente a Cartoucherie como um local que permita abandonar o parâmetro de teatro como instituição arquitetural, tomando partido do abrigo em vez do edifício, numa época em que as transformações urbanas na França subvertem profundamente o lugar do humano e a posição do teatro dentro da cidade. O grupo encontra na Cartoucherie o instrumento concreto de criação do teatro, tanto erudito como popular, com o qual sonharava Antoine Vitez e Jean Vilar. O objetivo era, desde uma época anterior a 1968, estabelecer novas relações entre o público e diferenciar-se do teatro burguês a fim de fazer um teatro popular de qualidade.
Assim a companhia se torna, a partir dos anos 1970, uma das principais da França, tanto pelo número de artistas que abriga (mais de 70 pessoas ao longo do ano), como por sua projeção nacional e internacional. Ligada à ideia de "grupo de teatro", Ariane Mnouchkine estabelece a ética do grupo sobre regras elementares: os profissionais formam um todo só, todos recebem o mesmo salário e o conjunto da companhia se envolve no funcionamento do teatro (manutenção diária, acolhimento do público no momento do espetáculo). O Théâtre Du Soleil é um dos últimos grupos de teatro a funcionar como tal hoje na Europa.
A aventura do Théâtre du Soleil constrói-se há mais de 40 anos graças a fidelidade e à afeição de um público numeroso tanto na França como no exterior. Sua trajetória é assinalada por uma interrogação constante quanto a seu papel, a função do teatro e sua capacidade para representar a época atual. Esse compromisso de tratar as grandes questões políticas e humanas sob um ângulo universal mistura-se à pesquisa de grandes formas de discurso, na confluência das artes do Oriente e do Ocidente.
Introdução a um grande período de preparação do Théâtre Du Soleil (Fevereiro de 2009)
Graças a quem podemos ainda ter na França um instrumento de trabalho tão esplêndido, tão modesto, tão livre, tão charmoso como a Cartoucherie? Um instrumento que nunca conheceu o cabresto institucional, pois sempre o recusou furiosamente, um lugar tão aberto, tão simples de compartilhar! E eu respondia para mim mesma: é principalmente graças aos homens e mulheres que, nos momentos mais sombrios da guerra, sonhavam com a França do pós-guerra. Eu pensava nessas pessoas.
Durante a ocupação, época de uma crueldade esquecida na Europa de hoje, quando reinava no país uma covardia contagiosa e devastadora, havia aqui e ali homens e mulheres que se reuniam clandestinamente, por certo para explodir trens. Para travar os combates da resistência, mas também, e talvez principalmente, para escrever a Constituição da França do pós-guerra, para sonhar a França do pós-guerra. Essas pessoas planejavam as escolas, universidades, a seguridade social, a cultura, os teatros da França libertada e novamente em pé. É graças a essas pessoas que ainda estamos aqui hoje, reunidos nesta nave. Mas já não sabemos, já não tenho certeza de que nós, artistas e pessoal da política, continuemos suficientemente fiéis a esse sonho.
Há, no entanto, artistas, há companhias de teatro - o Théâtre Du Soleil faz parte dessas companhias, e há até mesmo homens e mulheres da política - que se esforçam para serem fiéis a esse sonho, o sonho de um país culto, de um país esclarecido, de um país em que a ignorância seja reconhecida como a doença mais grave a ser combatida em primeiro lugar, um país em que a educação artística seja uma causa nacional. Era esse sonho poético, político, artístico que a Cartoucherie ia nos permitir viver, nós sabíamos, quando, com a cumplicidade de Janine Alexandre-Debré e de Christian Dupavillon, nós a invadimos em agosto de 1970. Era um local inculto, majestoso, tão escondido no bosque de Vincennes quanto Angkor o foi durante mil anos na floresta cambojana.
Éramos seus descobridores, seus invasores, seus libertadores, seus cultivadores; íamos "torná-la melhor", nós e aqueles que iriam se juntar a nós. Seríamos nós, os desobedientes disciplinados, que faríamos desse lugar um palácio de maravilhas, um refúgio de teatro e humanidade, um laboratório de teatro popular, um campo de experimentação e aprendizagem de tirar o fôlego. Um paraíso do povo, do qual seríamos os servos, nunca nos tornaríamos os arrendadores exclusivos. Nenhum monastério no mundo poderia nos ditar algo diferente daquilo que já considerávamos nosso dever sagrado: levar felicidade ao maior número possível de pessoas.
Nenhum egoísmo corporativista jamais nos faria lançar para fora, apenas terminando o espetáculo, o público que nos tivesse concedido a honra de queres viver duas ou quatro horas conosco, em busca do teatro, isto é, em busca do humano (...)
Ariane Mnouchkine
Sobre o Théâtre Du Soleil e "Os náufragos da Louca Esperança": Adoro o cinema. Um dia talvez, em algum de nossos espetáculos, haverá cinema, uma personagem que vai ao cinema ou ficará vendo imagens cinematográficas. Mas não se trata de tentar rivalizar com o cinema [...] Faço teatro, amo o teatro. Se um dia o cinema estiver em cena, se um dia alguma personagem estiver olhando para uma tela, essa personagem só permanecerá no palco caso se torne teatral e se o cinema estiver no papel de ator de teatro. (1993)
Ariane Mnouchkine
Os náufragos da louca esperança (Auroras)
Uma criação coletiva do Théâtre Du Soleil
Escrita em parceria com Hélène Cixous e inspirada num misterioso romance póstumo de Júlio Verne
Encenação de Ariane Mnouchkine
Música de Jean-Jacques Lemêtre
Duração: 3h45min
Classificação etária: 14 anos
Ficha técnica
Elenco feminino:
Eve Doe-Bruce
Juliana Carneiro da Cunha
Astrid Grant
Oliva Corsini
Paula Giusti
Alice Milléquantt
Dominique Jambert
Pauline Poignand
Marjolaine Larranaga Y Ausin
Ana Amelia Dosse
Judit Jancso
Aline Borsari
Frédérique Voruz
Gabriela Rabelo
Elenco masculino:
Jean-Jacques Lemêtre
Maurice Durozier
Duccio Bellugi-Vannuccini
Serge Nicolai
Sebastien Brottet-Michel
Sylvain Jailloux
Andreas Simma
Seear Kohi
Armand Saribekyan
Vijayan Panikkaveettil
Samir Abdul Jabbar Saed
Vincent Mangado
Sébastien Bonneau
Maixence Bauduin
Jean-Sébastien Merle
Seietsu Onochi
Jean-Jacques Lemêtre - trilha sonora
Ariane Mnouchkine - idealizou o espaço do espetáculo executado por Everest Canto de Montserrat
Charles-Henri Bradier - assistente de direção
Lucile Cocito - assistente de direção (colaboração)
Serge Nicolaï, Sébastien Brottet-Michel, Elena Antsiferova, Duccio Bellugi-Vannuccini, Andreas Simma, Maixence Bauduin - cenografia
Elsa Revol, Hugo Mercier e Virginie Le Coënt - criação e operação de luz
Yann Lemêtre, Thérèse Spirli e Marie-Jasmine Cocito - criação de som
Nathalie Thomas, Marie Hélène Bouvety, Annie Tran, Simona Grassano e Cecile Gacon - criação de figurinos, com a colaboração do elenco
Danièle Heusslein-Gire - pintou as telas do espetáculo
Adolfo Canto Sabido, Kaveh Kishipur, David Buizard, Johann Perruchon e Jules Infante - construções em metal e madeira
Elena Antsiferova - acessórios de cena
Vincent Mangado e Dominique Jambert - acastelagem e mastreação
Erhard Stiefel - blocos de gelo e iceberg
Paula Giusti - reconstituiu câmeras
Olivia Corsini, Aline Borsari, Ana Amelia Dosse, Alice Milèquant, Martha Kiss Perrone - confecção da grande banquisa
Sylvain Jailloux - regulação de chassis
Andrea Marchant e Ebru Erdinc - canhões e cabines de luz
Naruna de Andrade e Pedro Guimarães - tradução
Marie Constant e Judith Marvan Enriquez - operadores de legendas
Dominique Lebourge - piso e cenário
Everest Canto de Montserrat - técnica
Etienne Lemasson - informática e organização
Claire Van Zande e Pierre Salesne - administrativo
Liliana Andreone, Sylvie Papandréou, Marian Adroher Baús e Svetlana Dukovska - relações públicas
Franck Pendino - questões editoriais
Karim Gougam, Augustin Letelier e Julia Marin - chefes de cozinha
Thomas Félix-François e Catherine Schaub-Abkarian - cartazes e programa
Marc Pujo - fisioterapeuta
Martine Franck e Michèle Laurent - Fotógrafos
Agradecimentos especiais à Liv Ullmann, Ministério da Cultura da Noruega, Françoise e Lorenzo Benedetti.
Os náufragos da louca esperança - Uma criação coletiva do Théâtre du Soleil
De 6 a 11 de dezembro, 20h - Parque Eduardo Gomes - Canoas
Av. Guilherme Schell, 3.600
Via Trensurb - Estação Fátima
Estacionamento no local
Bilheterias:
A partir de 28 de novembro, às 9h. O valor do ingresso, a ser definido e divulgado nesta semana, vai respeitar todos os descontos oferecidos pelo 18º Porto Alegre em Cena.
Pontos de venda nas lojas My Ticket:
Rua dos Andradas, 1425 - loja 69 - Centro - Porto Alegre / de segunda a sexta das 09h às 18h e sábado s das 09 às 14h
Rua Padre Chagas, 327 - loja 06 - Moinhos de Vento - Porto Alegre / de segunda a sexta das 09h às 18h e sábado das 10h às 15h
Canoas Shopping - Av. Guilherme Schell, 6750 - Centro - Canoas
Serviço de venda pela internet: www.ingressorapido.com.br
Limite de 04 ingressos por pessoa - 24h, a partir das 9h do dia 28 de novembro
Call Center: 4003-1212 - de segunda a sábado das 09h às 22h e domingos das 12h às 18h
50% de desconto para:
Estudantes, professores, classe artística, Clube do Assinante ZH (titular e acompanhante), funcionários da Prefeitura de Porto Alegre*, funcionários da Prefeitura de Canoas*, clientes Cartão Petrobras /da Caixa Econômica Federal/ do Banrisul, da Panvel, clientes Zaffari/Bourbon**, clientes da NET mediante apresentação da fatura, funcionários da NET*, funcionários da BRASKEM*, funcionários da Eletrosul* e pessoas com mais de 60 anos.
*mediante apresentação do crachá
**mediante apresentação do cartão
Mais informações: www.poaemcena.com.br
Apoio cultural: Embaixada Geral da França em São Paulo, Aliança Francesa Porto Alegre, Ingresso Rápido, Canoas Shopping e Timac Agro.
Promoção: Clube do Assinante Zero Hora
Financiamento: Pró-Cultura RS, Lei de Incentivo à Cultura e Ministério da Cultura
Realização: Prefeitura Municipal de Canoas
Co-realização: Porto Alegre Cena / SMC-PMPA
Informações para a imprensa:
bebê baumgarten/ bd divulgação
(51) 3028.4201
bebebaumgarten@terra.com.br
www.bddivulgacao.com.br
Serviço de Atendimento ao Cidadão: 0800-5101234