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A apresentação do espetáculo teatral Pois é vizinha em Canoas, no próximo dia 6, se insere em um circuito que envolve oito cidades gaúchas - Santa Maria, Passo Fundo, Caxias do Sul, Novo Hamburgo, Canoas, Pelotas, Rio Grande e Porto Alegre, com ingressos, já a venda no Clube CUltural Canoense, a preços populares (entre R$5,00 e R$10,00).
Viabilizada por meio de uma parceria coma Prefeitura de Canoas, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, esta iniciativa conta com o patrocínio da Sulgás e do Ministério da Cultura.
Parcerias firmadas pela Prefeitura de Canoas, por meio da SMC colocam a cidade na rota de apresentações de expressão no cenário artístico regional e internacional. Na próxima quarta-feira, 30, o grupo de teatro de rua Oigalê, de Porto Alegre, realiza o espetáculo "O Negrinho do Pastoreio". Esse espetáculo tem acesso gratuito e ocorre a partir às 10h30, no Calçadão de Canoas. Ainda em dezembro, entre os dias 4 e 11, Canoas vai ser contemplada com o espetáculo "Os náufragos da louca esperança", do Théâtre du Soleil - uma das maiores companhias de teatro do mundo.
Crítica com Humor
Há 18 anos em cartaz, a adaptação de Deborah Finocchiaro para o texto "Una Donna Sola", de Franca Rame e Dario Fo (Prêmio Nobel de literatura 1997), já foi assistida por mais de 200 mil pessoas e vem conquistando platéias de todas as idades de Norte à Sul do Brasil. Esteve na Argentina e participou de reconhecidos festivais e projetos, entre eles o Lâmpada Mágica AES Sul, Palco Giratório SESC e todas as edições da Mostra Porto Verão Alegre. Foram 567 apresentações em 18 anos de estrada. Pois é Vizinha tem ainda o mérito de ter sido o primeiro espetáculo gaúcho a virar curta-metragem na primeira edição do "Histórias Curtas" da RBS TV, em 2001.
Pois é, Vizinha... conta a estória de Maria, uma dona-de-casa trancafiada em casa pelo marido "gauchão" que é obrigada a suportar o cunhado semi-paralítico e tarado, o "voyeur" do prédio vizinho, o tarado do telefone e o apaixonado rapaz que é professor de inglês. Um dia se depara com uma vizinha do prédio em frente e desabafa. Aos poucos, o simples cotidiano revela-se patético.
A linguagem cômica é utilizada como ponte para retratar, com muita atualidade, as situações trágicas e recorrentes do nosso cotidiano como a violência doméstica contra a mulher; a hipocrisia que permeia tantos casamentos; o prazer ou desprazer sexual feminino; a fragilidade dos valores calcados nos bens materiais; a dependência no "outro"; o difícil exercício da liberdade; além do questionamento dos valores consumistas impostos pela mídia em geral.
Tradução em Libras
Em todas as apresentações haverá tradução simultânea do espetáculo para LIBRAS (Linguagem Brasileira de Sinais) e acompanhamento a deficientes visuais ou com mobilidade reduzida aos respectivos assentos. Ao final de cada apresentação no interior do Estado, serão feitos debates sobre violência doméstica com a participação da equipe e de um profissional da área indicado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres de cada cidade.
Paralelamente a circulação do espetáculo, acontecerá a Maratona Teatral - Oficina Integrada de Teatro - iluminação, sonorização, produção teatral e interpretação - em cada um dos municípios (com exceção de Porto Alegre). Serão 20 vagas gratuitas por módulo, totalizando 80 vagas por cidade. As oficinas serão ministradas pela equipe do espetáculo: Deborah Finocchiaro - interpretação; Carlos Azevedo - iluminação e sonorização; Karina Borges - produção teatral.
Mais informações: www.poisevizinha.com.br
www.deborahfinocchiaro.com
Serviço de Atendimento ao Cidadão: 0800-5101234