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Durante este mês de novembro, a Casa das Artes Villa Mimosa prossegue concentrando diversas atividades em suas dependências. Na última segunda-feira, 5, o Dia da Cultura foi celebrado durante todo o dia com teatro, contação de histórias, leitura dança, encerrando com o grupo Lembrança (Foto). Dentro do novo circuito de capacitações, teve início na manhã de hoje no local a oficina "Danças para o Corpo". Esta iniciativa, que envolve outras duas capacitações nas áreas de canto e dança, é realizada por meio de uma parceria com o Sesi/RS. A programação deste mês já está disponível e envolve música e teatro.
Na última segunda-feira também foi inaugurada na Casa a exposição Abismo Branco, do artista plástico canoense Fabiano Gummo. Em 2012, Fabiano foi selecionado entre 10 artistas canoenses no Projeto Museu Itinerante da Ultragaz, participando ao lado de 40 reproduções de autores de diversas tendências artísticas. Também este artista foi premiado com o 1º lugar pela curadoria de Carlos Wladimirsky , no 1º Concurso de Artes visuais, da 27ª Feira do Livro de Canoas, com o prêmio-aquisição, com a pintura intitulada "Soma", acervo da Secretaria de Cultura.
"Abismo Branco"
Por Douglas Hofstadter (crítico de arte)
"O eu passa a existir no momento em que tem a capacidade de refletir a si próprio."
Da mesma forma que um trabalho de arqueologia da memória, a exposição Abismo Branco, de Fabiano Gummo, propõe possibilidades de pensamento sobre uma produção artístico-conceitual que se apropria de sonhos, trajetórias e invocações do passado. Como uma espécie de museu pessoal, a exposição resgata objetos que, de certa forma, são a vida do artista.
Tanto as pinturas, que não mais discutem a si mesmas enquanto finalidade, mas retratam-se enquanto processo, quanto o vídeo, que se apropria da pulsação contemporânea do mundo e dos confrontos inesperados da vida, guardam vestígios sobre uma ideia expandida de arte.
As obras expostas são como monumentos mudos - retalhos de vivência, esperando significações. Atraem-nos pelo intrínseco mistério que carregam. Enquanto objetos, podemos resgatá-los do "depósito mental" para que nos indiquem atos do passado, (des)encontros, antigas curiosidades e velhos estímulos. Esta imersão autobiográfica propõe a descoberta de "possíveis não pensados".
Entretanto, é importante deixar claro que a intenção do acaso pode ser a não-intenção e que o não-previsto abocanha em milissegundos o destino de uma pessoa sem deixar vestígios reais de sua ação. Essa visão fragmentada de um mundo que não possui uma única regência cadenciada assusta o mundo das pessoas que negam o mistério da coincidência.
O que preocupa no Abismo Branco é a atividade do artista violando constantemente sua própria experiência enquanto artista.
Serviço de Atendimento ao Cidadão: 0800-5101234