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Nesta terça-feira, 29, escritor Marcelo Spalding participa de um bate-papo literário sobre o seu livro Mini-contos, no qual é co-autor. A atividade integra o projeto "Autor Presente", e tem início às 9h, no Albergue Muncipal.
O projeto "Autor Presente" é resultado de parceria firmada entre a Secretaria Municipal de Cultura e o Instituto Estadual do Livro (IEL/SEDAC). Essa iniciativa envolve encontros periódicos descentralizados entre escritores com as comunidades de Canoas. O projeto foi inaugurado em Canoas no dia 21, com o escritor Diego Petrarca, em um encontro literário na Biblioteca Pública Municipal João Palma da Silva.
Sobre o autor
Marcelo Spalding é professor, escritor e jornalista. Formado em Jornalismo e Letras, é também mestre e doutor em Literatura pela UFRGS. Como escritor, é autor de vários livros, dentre os quais renderam-lhe e recebeu dois Prêmios AGES Livro do Ano (2008 e 2009) e um Prêmio Açorianos de Literatura (2008). É o idealizador do movimento Literatura Digital.
Confira os próximos encontros do Autor Presente:
Dia: 1.º de fevereiro, 10h
Escritor: Ronald Augusto
Local: Prainha do Paquetá, área ao ar livre - em frente ao Bar da Saroba
Parceria: Projeto Arca das Letras e Biblioafro
Dia 5 de fevereiro, 14h
Escritor: Celso Gutfreind
Local: Vila de Passagem
Veja abaixo o depoimento do escritor Marcelo Spalding sobre sua experiência literária com os usuários do Albergue Muncipal de Canoas:
Hoje tive uma nova experiência como palestrante: fui contratado para falar em um albergue municipal. Um escritor para falar a adultos sobre leitura, sendo na maioria moradores de rua, pessoas em situação de risco. Foi no Albergue Municipal de Canoas através do Projeto Autor Presente (do Instituto Estadual do Livro) em parceria com o município de Canoas.
Num primeiro momento, chegando no local e vendo a realidade daquelas pessoas, fiz a mim mesmo a inevitável pergunta: mas eles leem? E não é que foi só virar para o lado e ver um senhor com livro na mão enquanto aguardava a fala. E outros tantos atentos, suportando o calor e curiosos pelo que seria dito. Falei sobre escolhas, sobre a leitura como um direito, o poder das palavras. Mas o que importa mais é o que ouvi, vi e aprendi.
Por diversas vezes, os participantes fizeram questão de erguer a mão e fazer intervenções, todas pertinentes, todas lúcidas. Falaram do seu tempo de escola, da palmatória, da vergonha. Lembraram que querer não é poder. Comentaram de livros que leram. E se tivéssemos planejado, escreveriam.
Foi, sem dúvidas, uma bela ideia do IEL e da Prefeitura. Por vezes estamos tão acostumados com eventos para crianças e jovens que esquecemos de uma enorme massa de trabalhadores para quem a leitura não faz parte da rotina. Para quem, por um motivo ou outro, esse direito está sendo negado.
Um abraço,
Marcelo Spalding
Serviço de Atendimento ao Cidadão: 0800-5101234