Inaugurado há quatro anos, o Minizoológico de Canoas já é um reconhecido espaço de reabilitação de animais e educação ambiental. "Este não é um local que foi criado para competir com o zoológico de Sapucaia em números de visitantes ou atrativos turísticos. O zoo é uma referência na reabilitação de bichos e fonte de estudo a respeito das espécies e de questões ambientais", diz o secretário de Meio Ambiente de Canoas, Celso Barônio.
Na semana passada, nasceu o mais novo habitante do zoo, um filhote de mão-pelada. O histórico da nova mãe mostra uma trajetória comum aos bichos que chegam ao zôo. A mamãe mão-pelada caiu numa armadilha e sofreu um trauma grave nos membros anteriores. Encaminhada para uma cirurgia no Hospital Veterinário da Ufrgs em Porto Alegre, descobriu-se que ela estava grávida. Após a intervenção cirúrgica, a espécie foi encaminhada para o Minizoo de Canoas, onde já está há 30 dias.
De acordo com o veterinário do zoo Elisandro dos Santos, o trabalho desenvolvido no local envolve três situações. "Todo o bicho que chega aqui tem uma história distinta. Existem casos de animais que chegam ao zoo e avaliando-se que estão aptos a voltarem a natureza, são soltos em seus habitat. Também há casos dos que permanecem no zoo, pois não conseguem mais serem reintegrados. E ainda há os casos em que encaminhamos o animal para o Ibama, seja para ser solto em uma outra região, ou para ser destinado a um novo abrigo, que seja melhor para ele", pondera o veterinário.
A equipe que atende os animais no Minizoo Canoas é formada pelo veterinário Elisandro dos Santos e Maria Inês Costa e a bióloga Liliana Castoldi.
Josias Bervanger