A avenida das Canoas no bairro Mato Grande entrou para a história da cidade. O endereço foi escolhido para o início da coleta seletiva compartilhada que se estendeu por todo o quadrante sudoeste. Os antigos catadores, agora com status de agentes ambientais, enquanto recolhiam os resíduos sólidos distribuíram panfletos informativos para a comunidade esclarecendo como deve ser feita corretamente a separação do lixo e como o serviço vai funcionar a partir de agora.
A comerciante Maria de Oliveira ouviu atentamente as orientações da coordenadora da Atremag, galpão responsável pelo serviço na região, Geneci Carvalho. "Muito bom saber que agora tenho um destino ambientalmente correto para o óleo de cozinha" festejou Maria. Geneci ainda comentou porta-a-porta sobre a importância de colocar o lixo seco na rua apenas no dia e na hora da coleta. "Se não outros catadores não capacitados passarão, levarão o material e talvez não dêem o destino correto" alertou.
"A interlocução dos profissionais com os moradores vai fazer toda a diferença, todos vão saber como agir ambientalmente correto, além disso, as pessoas terão que ser nossas parceiras para que o projeto colha bons frutos" observou o secretário do Meio Ambiente Celso Barônio.
Outra novidade foi o toque feminino no serviço. O jeito organizado e atento das mulheres foi representado por Indiara Freire de 31 anos. "Não tenho problemas em pegar no pesado, esse trabalho representa para mim não só a valorização dos catadores mas a possibilidade de aumentar e ter uma renda fixa" revelou.
A expectativa da secretaria municipal do Meio Ambiente é que aumente significativamente o número de empregos e que a quantidade de materiais reciclados que hoje é de 2,7% passe a 10% em 24 meses. As cooperativas e associações que passam a realizar o trabalho além de receber o repasse mensal de R$17mil, ganharão com o volume arrecadado.
Taís Dal Ri