Um ano inteiro de lazer, artesanato e atividades culturais. É assim que a cidade de Canoas foi presenteada com a criação do Brique do Corvo, espaço de exposições artísticas no Parque Municipal Getúlio Vargas, mais conhecido como Capão do Corvo. Neste domingo, 26 de setembro, o Brique comemora um ano de existência ao mesmo tempo em que se consolida como uma opção de lazer para os canoenses, que podem curtir a natureza do Parque e ao mesmo tempo conferir a arte exposta nas barraquinhas.
Com um belo bolo, confeccionado pela cooperativa Vida Saudável, expositores e moradores cantaram o tradicional parabéns. A diferença na cantoria ficou por conta do som do trompete tocado pelo italiano Renzo Leschiutta, que emocionou todos que passavam por lá. A primeira-dama Thais Pena e a secretaria-adjunta de Planejamento e Gestão Astrid Schuster participaram das comemorações. Fiel expositor e antigo artesão, Haros fez questão de exaltar a iniciativa de Thais. Segundo ele, a primeira-dama foi a idealizadora do projeto, que "acabou por transformar o que era uma simples avenida em uma opção a mais de lazer para Canoas".
Além de aproveitar o clima agradável deste domingo, quem visitou o local teve gratas surpresas. Tudo começou com a magia do trompete de Renzo. Instrumentista desde seus 11 anos, o italiano tem uma vasta trajetória musical, que inclui apresentações ao redor do mundo. Seu maior orgulho, confessa, foi ter tocado com uma Orquestra Sinfônica na Catedral de Praga - local em que só é permitido tocar instrumentos de cordas. Outra artista experienciada que apresentou sua arte no aniversário do Brique foi Isabel Azevedo. Com "Histórias do Baú da Bel", a atriz deu lições de sabedoria, percepção e paciência. "Fazer teatro na rua é totalmente diferente; a gente entra na vida das pessoas, pois elas não estão esperando", conta a canoense que mora atualmente em Bento Gonçalves.
As histórias de vida de Renzo e Isabel, que misturam talento e dedicação, se confundem com as de tantas outras, como a da conhecida Baiana, uma das expositoras do Brique. Seu acarajé, o prato mais temperado de toda a feira, pode ser consumido em todas as edições do Brique. "Se tem chuva e não podemos estar aqui, fico doente. Me acostumei, fiz amigos", diz. E é assim, em meio a diferentes manifestações artísticas, que se enche os olhos no Brique do Corvo.
Amanda Utzig Zulke