A Associação dos Amigos do Parque Residencial Igara (Assapri) manifestou sua preocupação com possíveis danos à mata e à colônia de lagostins de água doce do local no Loteamento Morada do Campus, no bairro São José. Trata-se de uma espécie de crustáceo que vive em áreas úmidas e, quando o solo resseca, cava tocas à procura do lençol freático.
A SMMA já havia embargado anteriormente as atividades referentes ao direcionamento do extravasor de uma bacia de contenção de drenagem pluvial para uma das áreas verdes existentes no local, sendo o embargo retomado após as ponderações da Assapri.
A SMMA solicitou apoio técnico de especialista em crustáceos da UFRGS, doutor Maurício Almerão, que fez uma manifestação preliminar tranquilizadora quanto à integridade da colônia de crustáceos. Ele coletou algumas amostras dos animais, para análise e posterior manifestação conclusiva. Recomendou monitoramento a médio prazo para detectar possíveis alterações na colônia. O trabalho foi acompanhado pela equipe técnica da SMMA.
Em reunião realizada esta semana entre representantes da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Urbanizadora Concórdia, ficou acertado com a empresa a reavaliação do projeto original, numa ação preventiva para preservação da fauna local.
O empreendimento
O Morada do Campus ocupa 40,09 hectares e recebeu a licença prévia da Fepam em 13 de maio de 2003, renovada em 14 de dezembro de 2004. A licença de instalação foi também emitida pela Fepam 28 de maio de 2005. Com a modificação do Convênio de Delegação de Competência, a SMMA, foi responsável pela renovação da licença de instalação, em 17 de setembro de 2009.
A licença prévia da Fepam foi condicionada à preservação de significativos fragmentos de mata nativa, conforme estudos apresentados pelo empreendedor, além do isolamento de espécies imunes ao corte.
Eloá da Rosa