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Tony Capellão
Prefeito destacou a necessidade de o gestor público combinar o pensar e o fazer
A ação integrada e o olhar social, como uma agenda necessária ao planejamento territorial das cidades, foi questão central na palestra da economista Maria Alice Larguear, durante o 5ª Fórum Avançado de Socialização de Indicadores Locais na Gestão Pública (Fasil/GEP) , realizado na manhã desta terça-feira (22), no Auditório Sady Fontoura Shiwitz, do Paço Municipal. O evento é uma iniciativa da Prefeitura de Canoas, por meio do Instituto Canoas XXI (ICXXI).
O fórum foi aberto pelo diretor-presidente do Canoas XXI, Celso Pitol, seguido pelas falas dos palestrantes Jairo Jorge, prefeito de Canoas, e Célio Piovesan, secretário municipal de Relações Institucionais. A mediação ficou com a diretora executiva do ICXXI, Maria da Graça Ilgenfritz. Um vídeo sobre o Fasil foi exibido antes de se iniciarem as intervenções. Ele mostrou depoimentos de participantes de edições anteriores do evento.
Desafios e Atitudes
Jairo Jorge apresentou cinco desafios que se apresentam aos gestores públicos na atualidade: desencanto, burocracia, escassez, complexidade e corrupção. O prefeito também enumerou dez posturas que devem orientar o enfrentamento deste cenário, seguidas de 13 ações para uma gestão inovadora. Entre elas, a reestruturação administrativa, a transparência e a inovação.
Para ilustrar o posicionamento inovador do Município, ele citou políticas públicas implantadas com êxito na cidade, como o Teleagendamento de consultas médicas, da Secretaria Muncipal de Saúde, e o audiomonitoramento, que é feito pela Secretaria Municipal de Segurança Pública e Cidadania.
O prefeito também destacou a necessidade de o gestor público combinar o pensar e o fazer. "É preciso olhar para o fazer e também para o futuro, porque as nossas ações têm impacto. Temos novas questões nos dias atuais, portanto, as respostas de 20, 30 atrás já não bastam", disse.
Ação compartilhada
Destacando o sociólogo espanhol, Manuel Castells, a economista Maria Alice Larguear situou historicamente o surgimento do desenvolvimento urbano, a partir do acelerado crescimento populacional no mundo. "Já em 2011, 3,6 bilhões de pessoas viviam nas cidades. Em 1972, Castells já previa esse ritmo de urbanização", lembra.
A economista aponta a necessidade urgente de uma ação compartilhada que favoreça o enfrentamento das consequências do crescimento populacional. "Hoje, os planos municipais precisam ser multidimensionais", destaca Maria Alice, que é professora do Programa de Pós-Graduação em Planejamento Urbano e Regional da Ufrgs.
O diretor-presidente do ICXXI, Celso Pitol, disse que o Fasil deve ser permanente, destacando a importância do evento para a cidade. "O tema tratado neste encontro é ainda mais pertinente, por estarmos revisando o Plano de Desenvolvimento Urbano e Ambiental e construindo o Plano Diretor Cicloviário da cidade, que são inovações", observa.
Na plateia, além de gestores públicos de Canoas e de outras cidades da Região Metropolitana de Porto Alegre, pesquisadores e professores da Ulbra; UniRitter, Unilssale, Unissinos e Instituto Federal do Rio Grandde do Sul (Ifers). Também prestigiou o fórum, na mesa oficial, a vice-prefeita Beth Colombo.
Saiba mais
- A quarta edição do Fasil/GEP ocorreu em abril deste ano, e abordou a gestão de resultados e a qualidade de vida na cidade;
- O Fasil-GEP, que teve sua primeira edição em abril de 2013, constitui-se em um canal de socialização dentro da gestão pública local. Para além de suas fronteiras, a proposta é permitir o diálogo entre os diferentes municípios, com diferentes temáticas.
- Durante a década de 1970, Castells teve um importante papel no desenvolvimento da sociologia urbana Marxista. Enfatizou o papel dos movimentos sociais na transformação conflitiva da paisagem urbana.
- O resultado das cinco edições do Fasil será divulgado, futuramente, por meio de uma publicação.
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