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O ajuste do Plano de Diretor Urbano Ambiental (PDUA) de Canoas às necessidades econômicas, sociais e ambientais da cidade centralizaram debates no Seminário de Revisão do Plano Diretor Urbano e Ambiental de Canoas. O evento lotou o Auditório Sady Fontoura Schiwitz do Paço Municipal, na manhã desta sexta-feira (23).
O seminário teve três momentos principais, com apresentações temáticas e esclarecimentos, começando com a fala de abertura do prefeito Jairo Jorge. Ele destacou a importância de se conciliar interesses diversos, ajustando necessidades originadas pelo desenvolvimento à preservação de espaços naturais e de interesse social:
"O PDUA é um instrumento para a cidade e, por ele, temos que perceber os problemas futuros. Quem diria, por exemplo, há algum tempo atrás, que São Paulo enfrentaria a crise hídrica por que passa agora? Por isso, esse Plano é um ponto de partida, que estamos aperfeiçoando para termos uma cidade com mais qualidade de vida e sustentabilidade", disse.
O presidente do Instituto Canoas XXI (ICXXI) salientou o longo processo desencadeado em toda a cidade, com ampla participação popular, no processo de revisão de PDUA. "Depois da Lei Orgânica, essa é a lei mais importante do Município. Por isso realizamos quatro seminários nos quadrantes e vários debates internos", explicou.
Nova realidade
No momento seguinte, o seminário tratou do macrozoneamento e zoneamento. O tema foi apresentado pela diretora executiva do Instituto Canoas XXI, arquiteta Maria da Graça Ilgenfritz. Ela propôs um mapeamento mais complexo e realista da cidade, a partir da vocação de seus bairros. "Assim, vamos identificar a cidade, para além de uma divisão em bairros, reconhecendo suas particularidades", defendeu.
No evento foram apresentados outros oito temas por secretarias afins. São eles: Mapeamento Viário e Instrumentos Urbanísticos do Estatuto da Cidade, Atividades - Desenvolvimento Econômico, Estacionamentos - Transporte e Mobilidade, Estudos de Viabilidade Urbana e de Impacto de Vizinhança, Quarteirão Estruturador e Condomínios e Zoneamentos de Interesse Social.
Participações
Os participantes, em outro momento, debateram os temas propostos. Em sua maioria representantes das seguintes entidades: Associaçao de Engenharia e Arquitetura de Canoas (Seaca), Associação dos Corretores de Imóveis e Imobiliárias de Canoas - (Associ), OAB, Acadef, Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Canoas (Simecan), Sindicato das Indústrias da Construção Civil no Estado do Rio Grande do Sul (Sinduscon), Sindicato Dos Metalúrgicos De Canoas(STimmec), Ifers Campus Canoas, Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) e Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social de Canoas, além de proprietários de imobiliárias locais e produtores rurais.
Saiba mais
Instituído pela Lei nº 5.341, de 22 de outubro de 2008, o PDUA abrange a totalidade do território do município, completamente urbano. Ele estabelece diretrizes para a política urbana. Para isso, o processo de revisão do Plano tem envolvido uma série de debates e reuniões técnicas, com a participação de segmentos da sociedade civil, abrangidos pelo assunto.
2012 - Alterações globais foram propostas no PDUA, durante audiência pública e outras reuniões.
2013 - Os debates prosseguiram, com alterações pontuais, a partir de necessidades dos bairros.
2014 - Diálogos para avaliação e revisão PDUA foram realizados nos quatro quadrantes.
2015 - Debates técnicos e encaminhamentos de propostas recolhidas junto a sociedade civil entram em sua fase final, durante o mês de fevereiro.
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