Canoas ainda não atingiu a meta do Ministério da Saúde. Faltam mais de 21 mil pessoas se conscientizarem e buscarem a imunização.
Em todo o país 02 de novembro é marcado por missas, flores, orações e manifestações. É dia de visitas aos cemitérios e de homenagear quem já se foi. Em Canoas, aproveitando a grande concentração de pessoas que costumam ir a este tipo de local, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) visando a estender a um maior número de pessoas a possibilidade de imunizarem-se contra a rubéola, montou, no último domingo (02/11), um ponto de vacinação no Cemitério São Vicente, no bairro Estância Velha.
Na opinião da chefe do Serviço de Coordenação Epidemiológica e Informações da SMS, Adriana Bandeira, mesmo com a emoção da data, a ação ofereceu resultados positivos. Foram aplicadas 110 doses da vacina durante o dia. Adriana acrescenta que a ocasião favoreceu também àqueles que trabalham no local. "Vacinamos praticamente todos os funcionários que atuam no cemitério", revela.
Por outro lado, a diretora do Departamento de Vigilância Sanitária do município, Rosa Groenwald, argumenta que muito embora a secretaria venha se desdobrando em ações para facilitar o acesso das pessoas à vacina, o município ainda está longe de alcançar a meta do Ministério da Saúde, estipulada em 95% da população.
Desde o começo da vacinação, em agosto, até agora, apenas cerca de 76% dos 109.373 canoenses aptos a receberem a dose, compareceram a um dos locais de imunização. "Para alcançar a meta faltam ainda 21mil pessoas se conscientizarem", diz a diretora, acrescentando que o objetivo do Departamento é ainda mais audacioso, vacinar 100% da comunidade na faixa etária dos 20 aos 39 anos. Rosa diz que para erradicar a doença no país não bastam apenas ações do poder público. "É preciso a participação da comunidade, afinal, além de todos sermos responsáveis, a vacinação é um ato individual", desabafa a diretora.
A rubéola é uma doença infecto-contagiosa de transmissão respiratória, causada por um vírus. É perigosa para grávidas que estão no primeiro trimestre de gestação, pois pode ocasionar aborto, natimorto e malformações congênitas severas como: surdez, catarata, problemas cardíacos e retardo mental. Não há tratamento para a doença a não ser a prevenção por vacina.
Para aqueles que ainda não fizeram a vacina ainda há tempo. As doses podem ser aplicadas, gratuitamente, em uma das 25 Unidades Básicas de Saúde da prefeitura, durante o horário de funcionamento dos postos. As empresas e entidades também poderão solicitar o agendamento da vacinação com o Serviço de Epidemiologia da Vigilância Sanitária, através dos telefones (51) 3428-5234 ou 3465-8508.