Uma aula ministrada por representantes da Secretaria Estadual de Saúde (SES) e saída de campo para detectar pontos de água parada foram ações que finalizaram o curso proporcionado aos agentes de endemias e supervisores selecionados pela Prefeitura de Canoas.
No dia 10 de março, a última aula teórica teve a participação da assessora técnica do Centro Estadual da Saúde, a médica sanitarista Alethéa Sperb, e da bióloga responsável pelos agentes de endemias da 1ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), Silvia Thaler, ambas representando a SES. As profissionais apresentaram aos alunos conteúdos relacionados principalmente à dengue, como a situação dos focos da doença no estado, incidências de casos e procedimentos de prevenção.
"Achei muito importante a iniciativa do município de constituir uma equipe selecionada, que vai criar um vínculo constante com a vigilância sanitária. Dessa forma o trabalho dos agentes é mantido de forma qualificada. Com o que vi aqui, pude observar que o grupo está bastante estimulado", afirma Alethéa.
Os agentes, supervisores e bióloga foram, na manhã desta quarta, 11, ao Cemitério Municipal Santo Antônio numa saída de campo experimental. Na aula prática, os grupos se organizaram da forma como irão atuar, ou seja, um supervisor para cada 10 agentes. A atividade impressionou os participantes, pois uma quantidade muito grande de larvas foi encontrada no local. A maioria dos túmulos tinham vasos ou vasilhas virados para cima e com água parada.
O aluno Rogério Medeiros, selecionado na região do Mathias Velho, declarou que a semana de capacitação teve resultados efetivos. "Tivemos todos os esclarecimentos durante as aulas e agora estamos aprendendo na prática. Me motiva saber que passaremos a orientar a população na prevenção. Soube que trabalharemos junto às escolas e considero isso muito importante. As crianças e os jovens aprendem muito rápido e ajudam na orientação de toda a família", ressalta o agente.
Para a diretora da Vigilância Sanitária, Judith Vasconcellos, o programa do curso foi completo e os palestrantes extremamente qualificados. "A parte teórica sobre as características dos vetores das doenças, principalmente a dengue, leishmaniose e leptospirose foi muito abrangente. Os nossos técnicos ensinaram a melhor forma de abrordar o cidadão, prevenindo os possíveis ruídos de comunicação. O rendimento dos alunos foi acima do esperado. Eles participaram bastante e fizeram diversificadas perguntas, além da média de frequencia e pontualidade com horário", asseverou.
Ainda segundo Judith, a população sentirá os resultados o após o início dos trabalhos das equipes rapidamente, pois há mais de 60 dias Canoas não recebe nenhuma assistência no que diz respeito à prevenção da dengue.
Mariela Carneiro