A Diretoria de Vigilância em Saúde do município, através da unidade de Vigilância Sanitária, iniciará na próxima semana uma série de visitas para inspeções em todos os estabelecimentos estéticos que possuem as câmaras de bronzeamento, proibidas de operar desde a publicação da resolução 56 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). De acordo com o gestor da unidade, Júlio César dos Santos, caso o equipamento seja encontrado, mesmo que não esteja funcionando, será lacrado imediatamente. Julio destaca que após o lacre, será dado um prazo para que até o final do ano a máquina que é utilizada para o bronzeamento artificial seja retirada. "Nossa primeira intenção é orientar, mas caso o equipamento não seja levado do local, o estabelecimento será interditado".
De acordo com o médico dermatologista e fiscal da vigilância sanitária, Paulo Zubaran, a resolução da Anvisa chega em um momento onde se constatou um aumento significativo de casos de câncer de pele no país. Segundo ele, a relação deste tipo de câncer com o equipamento é o mesmo do cigarro com o câncer de pulmão. "Os raios UVA emitidos por estas máquinas estimulam a produção de melanina. É exatamente este tipo de radiação que está relacionado a um maior risco de melanoma, o tipo mais agressivo e mortal de câncer de pele". Zubaran ressalta outro tipo agressão à pele com estes equipamentos: o envelhecimento precoce. "Além disso, os raios desta máquina causam manchas que dificilmente serão retiradas". De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, existem hoje no país aproximadamente 3.500 câmaras de bronzeamento.
Cris Weber