A Exclusão/Inclusão Social são temas das políticas sociais, das políticas de saúde em geral e da política de saúde mental em particular, que trazem em seu bojo contradições sobre as diferentes abordagens de assistência psiquiátrica. O tema foi proposto para um público de autoridades, especialistas, profissionais de saúde e estudantes, que se reuniram na noite dessa quarta-feira, dia 14, em Canoas, durante a I Conferência Municipal de saúde mental. O evento que discutiu os desafios e a perspectivas para a questão da saúde mental, ocorreu no salão de atos do Unilassale, e seguirá nessa quinta-feira, dia 15.
O Prefeito de Canoas, Jairo Jorge, esteve presente durante a abertura oficial, e fez questão de salientar o interesse do município em se tornar uma cidade referencia em saúde mental. "Os transtornos mentais precisam de atenção. Mesmo nas cidades mais distantes e isoladas do mundo, com natureza, paz e tranqüilidade, os transtornos podem começar cedo e necessitam de tratamento", pondera. Já a vice-prefeita Beth Colombo, salientou que a busca da saúde mental, hoje, é uma questão mundial. "O interesse por este tema decorre do fato de estarmos vivenciando a ampliação do espaço legal de conquistas sociais no campo da saúde mental que redireciona o modelo da assistência psiquiátrica no país", ressalta.
A primeira palestra foi coordenada pela Secretária Geral da IV Conferência Nacional de saúde mental, Sandra Maria Sales Fagundes que debateu: "Saúde mental e Políticas de Estado; pactuar caminhos intersetoriais (financiamento, recursos humano, modelo de gestão e protagonismo social)". O professor de biologia, Marcos Richa, 37 anos, presente na palestra, elogiou a temática. "Para cada hábito, para cada experiência, para cada padrão existe uma necessidade interior", afirma. Para ele, a necessidade corresponde a uma crença. Por tanto, se não existisse uma necessidade não existiria o hábito, a experiência e o padrão.
Conforme especialistas, muitos dos transtornos mentais estão relacionados à incapacitação do ser humano, aumento da não aderência aos tratamentos clínicos, do suicídio e da mortalidade por causas naturais. Esses achados se mantêm mesmo após o controle da qualidade de vida socioeconômica. A cura, por tanto, é um processo estabelecido pelo corpo de dentro para fora. Manter a mente em faixas elevadas, evitar emoções negativas, beneficiaria o corpo e a consciência.
Pedro Foss