A rede afetiva, que tem a família como centro, aliada a rede de saúde básica, é estratégica e essencial para o atendimento na área de saúde mental. A opinião é da especialista e mestre em enfermagem psiquiátrica, Mitiyo Shoji Araújo. Ela foi uma das palestrantes na I Conferência Municipal de Saúde Mental, aberta na noite desta quarta-feira, 14, e que teve prosseguimento dos trabalho na manhã desta quinta-feira, 15, no salão de atos do Unilassale. "Há muitas "pílulas", que não são produzidas industrialmente, mas nas relações familiares", considera.
Intercalando exemplos de atendimentos em sua longa experiência, de professora na Ulbra e profissional na área de saúde mental no Hospital Psiquiátrico São Pedro, Mitiyo abordou o tema "Consolidando a rede de atenção psicossocial e fortalecendo os movimentos sociais". Nesse enfoque, ela tratou da trajetória da luta antimanicomial, enfatizando a importância de tratar a questão em um âmbito mais amplo, onde a família e o próprio profissional de saúde deve ser foco. A especialista também falou de outras prioridades e desafios no trabalho, em que a rede pública municipal de saúde deve ser orientada para ter uma presença maior.
Além da leitura e aprovação do regimento interno, vários palestrantes prosseguiram abordando diferentes temáticas do âmbito do evento. O evento prosseguem hoje à tarde, no mesmo local, com os Grupos de Trabalho.
Ronaldo M. Botelho