Após a confirmação de dois casos de dengue autóctone em Porto Alegre - casos onde a pessoa contrai a doença dentro da cidade - a secretaria de Saúde de Canoas, através da Vigilância em Saúde, promove na próxima quarta-feira, em caráter preventivo, uma investigação em residências e comércios dos bairros Rio Branco e Niterói, que estão no limite com a Capital. Mais de 200 quarteirões terão a chamada Pesquisa Vetorial Especial (PVE), realizada por 80 agentes de endemias, que percorrerão os imóveis com identificação adequada, usando coletes verdes com emblema da prefeitura e os dizeres "Controle de Vetores" nas costas, sempre das 8h às 17h.
De acordo com a bióloga Patrícia Valentim, a medida é apenas preventiva, já que Canoas é considerada município não infestado pelo mosquito Aedes Aegypti. "Caso seja encontrada alguma larva, iremos usar o tratamento químico com inseticidas, a fim de bloquear a proliferação do mosquito". O trabalho deve durar de 10 a 15 dias. Os terrenos baldios também serão vistoriados e a bióloga pede atenção especial dos proprietários destas áreas, a fim de manter os locais limpos. "Temos casos de terrenos com muito lixo onde há água acumulada, suficiente para a colocação de ovos por parte da fêmea". Um trabalho conjunto será realizado com a Secretaria de Serviços Urbanos, que poderá inclusive notificar os donos destes terrenos. A pesquisa se assemelha a outros levantamentos contra a dengue, que em Canoas já inspecionaram mais de 10 mil imóveis somente neste ano.
Como o cidadão pode colaborar:
.\tManter o pátio limpo e sem acúmulo de lixo e recipientes que possam acumular água.
.\tManter piscinas tratadas ou cobertas de forma adequada, mesmo durante o inverno.
.\tManter limpas e vedadas caixas d´água ou tambores de armazenamento de água.
.\tDesentupir calhas, para que não tenham acúmulo de água da chuva.
.\tObservar plantas que possam acumular água dentro delas - como bromélias - e dar atenção especial aos cachepôs ou pratinhos.
.\tLavar com freqüência, pelo menos três vezes por semana, os potes de água dos animais, com a utilização de esponja limpa ou escova para remover os ovos que ficam nas paredes internas dos recipientes.
.\tLembrando que até mesmo as cascas de ovos, que costumeiramente são usadas como adubos em pequenas hortas, podem acumular água e servir de criadouro para o mosquito.
Cris Weber